#viagens #ondas perfeitas 

Vivendo o The Search

Fernando Gonçalo

Trabalhar com surf é algo que sempre fez parte da minha vida, seja nos tempos de faculdade, em projetos em que o surf tema de TCC ou após ingressar nesse dinâmico mercado que é o surfwear

Cercado hoje pelo surf por todos os lados, seja em forma de fotos, vídeos, assessoria de imprensa, atletas, realização de campeonatos, anúncios e em meio a contratação de novos integrantes da equipe Rip Curl, planejamento de todos os tipos e planilhas orçamentárias aquela vontade de buscar boas ondas com os amigos vai aumentando a medida que novos vídeos e títulos do Gabriel Medina aparecem ou que viagens incríveis do Bruno Santos para os lugares mais incríveis do mundo resultam em fotos sensacionais.

Foi assim que tudo começou rumo a mais uma surf trip. Monitorar as ondulações hoje está mais fácil que nunca e todos sabem disso. Em meio a toda a correria do trabalho o mais sensato era escolher um lugar próximo para economizar tempo e dinheiro, sem deixar de sentir aquele frio na barriga ao ouvir, “portas em automático” quando o avião está prestes a decolar. Dessa forma eu e meu amigo Alexandre Mateo partimos rumo ao norte do Peru, mais precisamente para Lobitos, onde eu já havia estado por outras duas vezes anteriormente. Surf, kitesurf, sol, boa comida, ceviche e algumas boas geladas após as sessions era tudo o que eu procurava naquele momento e 10 dias de fuga da correria do dia-a-dia já serviria para recarregar as energias.

Ao chegarmos após um dia inteiro de viagem o Hotel Lobitos já nos esperava assim como o swell que chegaria um dia depois. A partir dai, surf muito surf e algumas sessions de kitesurf quando o corpo aguentava. A noite dorflex, risadas, comentários sobre as ondas do dia e programação para as próximas quedas. Baterias, Kandui, El Hueco, Lobitos, Los Moles e Piscinas. Um parque de diversões para surfistas do mundo inteiro onde o difícil é decidir onde surfar a melhor onda na hora certa. Com a ajuda dos locais quase sempre o tiro certeiro resultava em tubos, rasgasdas, floaters e batidas... corrida pela areia para retonar ao pico e mais tubos, rasgasdas, floaters e batidas durante o dia todo.

No retorno a São Paulo a certeza de termos encontrado o que fomos procurar e já pensando qual será o próximo destino, afinal a busca nunca termina...

Agradeço minha família, amigos e a Rip Curl por poder viver o The Search dessa forma tão intensa. Keep Searching.