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Indonésia

SURF INDO 2011 – PARTE 3

Gustavo Roque da Mata

Tivemos a sorte de conhecer o dono, o Bobby Radiasa, que fez uma proposta de parceria Bobbys Surf Camp & Surfguru para os surfistas brasileiros conhecerem o surfcamp através do nosso site.

A minha surftrip pela Indonésia começou em Bali e região de Uluwatu e após conhecer a ilha de Lombok e surfar em Desert, como relatei na matéria do Surfguru, Surf Trip Indo parte 1. Depois, na segunda parte da minha surftrip, fui conhecer as ondas da região de Sumatra, mais precisamente as ilhas da Mentawai.

E agora vou relatar a terceira parte da minha surf trip 2011, quando fui conhecer a magia da ilha de Java e surfar a poderosa onda de Grajagan ou G-Land.

Ainda em Bali fui ao escritório do Bobby’s G-Land Surfcamp conhecer o staff e logo que cheguei tive a sorte de conhecer o dono, o Robert “Bobby” Radiasa, que fez uma proposta de parceria entre eles e o Surfguru.com.br para os surfistas brasileiros conhecerem o surfcamp através do nosso site: fechamos a parceria e ficamos prontos para embarcar para Java no outro dia.

Partimos da praia de kuta perto do hotel em Bali na van do Bobby’s G-Land Surf Camp, e embarcamos numa lancha potente chamada SpeedBoat, juntamente com vários gringos de San Diego, USA, australianos e europeus e após 2h e meia, chegamos a baia de G-Land.

O pessoal do Bobby’s Surf Camp já estava no bote ajudando todos a desembarcar e seguimos para o surf camp no meio da floresta de Java. No percurso encontrei vários brasileiros deixando o surfcamp e mandando uma boa vibração e dizendo que iria mandar a sua surftrip para o Surfguru, foi um momento muito bom para mim, que estava chegando, escutar boas vibrações e então chegamos no surfcamp e tomamos café da manhã e fomos conhecer as instalações e depois checar o mar e preparar a prancha para a primeira caída.

A previsão do Swell de 6 a 8 pés dos gráficos do Surfguru.com.br se confirmou novamente e fomos pra água, o crowd estava médio, ainda não tinha visto tanta água-viva boiando no lineup como lá, e ainda não tinha visto um australiano tão crowd como eu vi lá: o cara remava em tudo que era onda e ainda estava aprendendo a surfar, foi o único momento ruim da trip.

A primeira caída foi muito emocionante para mim, caminhando pela trilha juntamente com o meu guia e mentor, o carioca Cadú, G-landeiro que freqüenta G-Land a vários anos e já estava na sua terceira temporada só este ano lá, que me orientava na minha primeira caída e comentou que se aproximava de nós uns australianos, só que era o meu ídolo, e ele não sabia, Ross-Clarke-Joness e o diretor do filme Drift, que ele estava produzindo sobre a história da moda surf e das pranchas, detalhe: Ross estava de monoquilha 6’3 Terry Fitzgerald, ano 1975, e de bermuda old style de batik modelo 1960, e já de botinha no pé caminhamos em direção ao outside, surfamos a tarde toda e acompanhei Ross completar dropes insanos e cair em vários e levantar sorrindo com cada nova filmagem capturada pela sua equipe, surfamos juntos por uma semana e para mim foi um sonho realizado.

O segundo dia foi marcado por vários cortes no pé e no joelho, o que me obrigou a comprar uma botinha de neoprene e ficar um dia sem surfar e cuidar dos cortes no pé. Inclusive eu já tinha mais uns três cortes no pé desde a trip de Mentawai e Desert. Começei a ficar mais atento com a bancada, pois foi a mais cortante até agora que eu vi.

As ondas de G-Land são as mais volumosas e quando entram na parte rasa da bancada proporciona um momento de bons tubos e sempre correm rápido para frente deixando o surfista bastante atento ao próximo momento da onda, não permite vacilo no momento decisivo do tubo.

No canal e na beira da praia sempre tem os fotógrafos do Bobby’s Surf Camp e do Joyo’s Surf Camp esperando você pegar as suas ondas para registrar e depois vender as fotos para você, reserve 150 dólares para as fotos, vale a pena.

O swell baixou e ficamos esperando o próximo swell que entraria em dois dias, pela previsão do Surfguru, e que se confirmou. Foi o momento de relaxar e conhecer os brasileiros que estavam dividindo o surfcamp comigo, Emiliano Bioco, Cadú, Júnior, Rodrigo, Luiz Leitão, Nenen e Lú do Rio, Ricardo pombo, Rafael, Rodrigo e Hélio, além de havaianos, australianos e europeus.

A galera do staff do Bobby’s Surf Camp é especial, desde o guia do surf até o cara da cozinha, todos são honestos e hospitaleiros, especialmente o gerente e guru Puma, nosso Xamã, rezava todos os dias para nossa integridade no surf.

Neste segundo swell fiquei bem mais a vontade e peguei os meus melhores tubos, surfei as melhores ondas e curti bastante a semana em G-Land com os novos amigos que fiz por lá, a cada surf e depois do surf era certo que no final do dia teríamos um belo pôr-do-sol para meditar, conversar sobre o surf, os tubos e curtir tomando uma gelada Bintang ao som do Reggae, surfmusic e Chico Science, e ainda fizemos uma bela roda de capoeira, que os gringos piraram e ficaram filmando e batendo palma, festa do Brasil em G-Land.

Ainda curtimos a festa tradicional da lua Nova a noite, com música típica de Java e dança tradicional e bastante cerveja gelada Bintang, muita rica a cultura local.

Depois de uma semana de sonho em G-Land voltei para Bali e curti o final da minha surftrip surfando as ondas de Bali e me despedindo dos amigos e me preparando para a volta ao Brasil.

Terimah Kasi, Obrigado Indonésia, sonho realizado. Bagus.

Esta minha surf trip teve o apoio do SURFGURU.com.br, das pranchas Marroquim, Radical, TBC, HotStick e Lelot, da empresa AIT Surf que nos guiou na parte aérea e terrestre, da loja do Turcão(GO PRO HD e acessórios), óculos Dragon e cordinhas DaKine da (Parcel Import), Wave Grip capas e acessórios de surf, do Star Koat Mentawai e Bobby’s G-Land Surf Camp.

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