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Indonésia

Rebeca Cruz e suas viagens pelo mundo

George Noronha

Vento, desafios, corais, tubos e o sonho de Rebeca Cruz na busca de surfar as melhores ondas do mundo

A aventura radical desta semana vai nos levar para algumas das praias mais bonitas e cobiçadas do mundo. Embarcaremos em uma jornada com destino à Indonésia junto com uma fera radical do surf cearense, a bodyboarder Rebeca Cruz.

O envolvimento de Rebeca com o esporte começou em 1993, ano em que adquiriu sua primeira prancha de bodyboard. Naquela época, meninas na água era coisa rara de se ver.

Com o passar do tempo e seduzida pelo esporte, seguiu o mesmo caminho de muitos: enveredou-se nas competições começando a viajar dentro e fora do país. Foi assim que Rebeca Cruz descobriu sua mais profunda ligação com o surf. Não tardou para que ela tivesse a certeza de que o que mais amava era viver experiências em diferentes ondas e culturas. Aos poucos, ela foi percebendo que sua busca interior não era pelo glamour das competições ou a adrenalina dos duelos nos campeonatos. Sua procura era pela onda perfeita.

Atleta viajada

Passados oito anos dessa verdadeira metamorfose, atualmente, a surfista e viajante Rebeca Cruz ostenta no currículo nada menos que sete viagens para a Indonésia, seis para a Austrália (um país que respira surf), cinco para a Polinésia Francesa (Tahiti, Huahine e Moorea), sem contar os diversos países da Europa que ela já visitou em três diferentes ocasiões.

De malas prontas para mais uma viagem ao redor do mundo, ela nos revela alguns detalhes do seu planejamento ao lembrar dos muitos lugares que já foi, as ondas que surfou e amigos que cativou nos quatro cantos do mundo, muitos dos quais, pretende rever nos próximos oito meses, provável tempo de duração de sua jornada que está prestes a começar.

Rebeca Cruz iniciou suas viagens pelo mundo conhecendo a Europa. Depois de passar por França, Inglaterra, Holanda e Bélgica, aprendendo e aperfeiçoando vários idiomas como o inglês e o francês, a surfista sentiu-se preparada para iniciar seu grande projeto de dar a volta ao mundo. Para isso ela precisaria seguir para o Oriente, em direção à Ásia. O destino seria nada menos que o sonho de qualquer surfista que se preze: as perfeitas e tubulares ondas da Indonésia.

A porta de entrada para a Ásia foi Bangkok, capital da Tailândia. Ali começava um verdadeiro mergulho cultural. Contudo, a Tailândia era apenas mais uma escala no longo e cansativo percurso que separa o Brasil de Jacarta, capital e maior cidade da Indonésia. Segundo a aventureira, a viagem dura no mínimo três dias (fazendo escalas em vários aeroportos e dormindo nos voos ou no chão esperando pelas conexões), e cansativa, mas, sem dúvida, compensa, "nem que seja apenas para visitar a mística Ilha de Bali", diz.

Rebeca enfatiza que sua relação com Bali foi de amor à primeira vista. Mas para essa caçadora, as joias mais preciosas de toda a Indonésia sempre serão as suas ondas perfeitas, como por exemplo, a de Padang-Padang, que ela diz não ver a hora de surfá-la novamente. Situada na região de Bukit, em Bali, Padang-Padang está para a Indonésia assim como Pipeline está para o Havaí.

Essa onda que arrebenta perigosamente sobre uma rasa bancada de corais é a preferida de Rebeca, em se tratando de Indonésia. Tubos largos e demorados fazem a cabeça de surfistas do mundo inteiro, que todos os dias se arriscam sobre seus corais afiados. Contudo, mesmo excluindo-se Padang-Padang, ainda tem muita onda para se surfar estando em Bali.

Ao conhecer histórias como as de Rebeca fica evidente como o amor por um esporte pode operar uma verdadeira transformação de estilo de vida em uma pessoa. Para quem é surfista de alma, nenhum prêmio, nenhum patrocínio, nenhum título é mais importante que a experiência pura de se buscar o sonho.

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