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São Vicente - São Paulo - Brasil

Professor Ricardinho pode terminar Vicentino de Surf 2018 com dois títulos

Charles Roberto

O professor Ricardinho pode terminar o South to South de Surf Vicentino 2018 com dois títulos em mãos.

Na última etapa do South to South de Surf Vicentino 2018, Ricardinho tem 1729 pontos e disputará o título Vicentino e do Circuito na categoria Master com os atletas Telson Batista, que esta em segundo no ranking, logo atrás, com 1710 e também com o vicentino e também ex-atleta profissional Zé Paulo, que é o terceiro colocado do ranking com 1312 pontos.

Previsão de águas rasas para a Praia de Itararé - SP

A terceira e decisiva etapa será disputada entre os dias 27 e 28 de outubro, na Praia do Itararé, em São Vicente. A primeira chamada está prevista para às 8h (de Brasília), no trecho de praia próximo ao Teleférico. Cerca de 120 atletas deverão participar da etapa. As inscrições para a terceira e decisiva etapa são feitas na Loja Lines Surf Shop, no centro de São Vicente. Vale lembrar que no ranking final serão declarados campeões apenas os surfistas do Município de São Vicente.

"Sinceramente, claro que eu ficaria feliz de ser o campeão, mas isso não é o que mais importa, o que eu mais queria era voltar a organizar esse evento para confraternizar com os amigos que eu competi minha adolescência inteira e principalmente poder dar oportunidade e um bom exemplo para os meus alunos"

Comprometido 100% com o surfe vicentino, o educador físico Ricardo de Mello, 35 anos, o Ricardinho, como é conhecido entre amigos e alunos da Escola de Surf da Prefeitura de São Vicente, onde é o professor-coordenador das aulas de surfe, está próximo de fechar o ano como campeão do Circuito e Vicentino, do South to South de Surf Vicentino 2018, apresentado pela Lines Surf Shop, e realizado pela Associação São Vicente de Surf, onde ele também exerce a função de vice-presidente da ASVS. Ele chega a essa última etapa como líder do ranking com 1729 pontos, na categoria Máster.

Já são 26 anos no esporte e a paixão do Ricardinho com o surfe só aumenta. Tudo começou quando ele tinha apenas nove anos de idade, e brincava de pegar ondas na praia do Itararé, no canto do Ilha Porchat. “Eu dividia o surfe com o futebol. Jogava muito bem, desde pequenininho, mas quando conheci o surf senti algo diferente ao ir pegar onda e quando corri o meu primeiro campeonato de surfe, aos 12 anos, tudo começou a mudar em minha vida”.

Seu primeiro campeonato foi o Vicentino de 1995 onde estreou chegando na final da categoria Iniciantes. Depois foi Campeão Vicentino de 2001, vice-campeão de etapas do Circuito Paulista Amador Open e também do Campeonato Paulista Universitário. Chegou a se profissionalizar e correu apenas duas etapas do Circuito Paulista. Porém, aos 21 anos ele resolveu abandonar as competições para se dedicar aquilo que acabou se tornando sua grande paixão, ser professor de surfe. “Quando eu tinha 17 anos eu ainda estava pilhado com as competições e precisava levantar dinheiro porque tinha apenas apoiadores e faltava um patrocínio que bancasse as despesas, então eu fui convidado para ser monitor da escola de surf da Associação Surfistas de Cristo, achei uma boa porque eu ia receber para ensinar outras pessoas a surfar. A partir daí eu descobri a minha paixão e sigo fazendo isso até os dias de hoje, agora como professor”.

Em 2003 ele foi convidado pela Associação São Vicente de Surf para integrar o time da Escola de Surf da Prefeitura Municipal, onde ficou como contratado até 2010, pois, em 2011 aceitou um novo desafio que era dar aula de surf em praia grande. “Em 2011 eu prestei o primeiro concurso realizado no Brasil para professor de surfe, foi no município de Praia Grande. Me classifiquei em segundo lugar e ingressei na turma dos primeiros professores de surfe da cidade, em seguida, acabei decidindo estudar para ingressar na rede de ensino da Praia Grande, que pagava um salário melhor e migrei para virar professor de educação física escolar onde também estou até os dias de hoje. É isso, me divido entre o município de São Vicente onde não consigo parar de dar aulas de surf (risos) e Praia Grande, onde dou aula de educação física escolar.”

Nesses 18 anos ministrando aulas de surfe, Ricardinho revelou talentos como Luan Rosa e Júlia Santos e treinou Marcos Correa, autual 97º do Ranking de divisão de acesso ao WCT. Luan foi diversas vezes finalista e campeão de circuitos realizados no Litoral Paulista. E a atleta profissional Júlia Santos é aquelo por qual ele dispensa mais orgulho de ter trabalhado. “Treinei inúmeros atletas, mas a Júlia sempre vai ficar marcada na minha trajetória porque lembro até hoje a primeira aula de surf dela comigo. Sempre com a presença da sua mãe em aulas.  Aí, começou a ganhar tudo que tinha que ganhar na categoria amadora e agora tem tido ótimos resultados na categoria Profissional, recentemente também ganhou o título do Campeonato Brasileiro Virtual, que deu a ela destaque Internacional e ainda uma viagem para surfar nas ondas perfeitas das ilhas Maldivas”.

O vicentino Marcos Corrêa, que hoje tenta uma vaga no WCT, também passou pelas mãeos de Ricardo Mello quando era apenas uma jovem promessa. “O Marquinhos apareceu para treinar comigo depois de indicações, ele começou em outra escola, mas passou um período conosco aprimorando a técnica”.

O professor Ricardinho também é engajado em ações sociais envolvendo o surfe na cidade de São Vicente. Ele é o idealizador do Projeto Adote um Surfista, que ajuda jovens da escola de surfe a seguir os caminhos dos estudos através do esporte. Outros trabalhos que ele tem orgulho são o Projeto Surf para Todos e o Projeto Surf na Escola.

“O projeto Adote um Surfista eu criei em parceria com os fabricantes de prancha da cidade, fui até eles pedindo que adotassem um surfista no final de cada ano, aqueles que de fato merecesse ganhar uma prancha feita sob medida por ter boa frequência escolar e também boas notas, deu super certo e já estamos no quarto ano desenvolvendo este trabalho, que contempla por ano, oito jovens da escola de surf com uma prancha zerada”. Explicou.

“Já o Surf para todos é um projeto de inclusão para os deficientes físicos terem as mesmas oportunidades e também uma melhor qualidade de vida. E o Surf na Escola tem sido desenvolvido dentro da rede pública escolar como atividade lúdica que leva para as crianças e jovens  uma experiência de vida diferente, um novo olhar sobre o mundo do surfe”, finalizou.

Sobre as chances do título ele afirma. “Sinceramente, claro que eu ficaria feliz de ser o campeão, mas isso não é o que mais importa, o que eu mais queria era voltar a organizar esse evento para confraternizar com os amigos que eu competi minha adolescência inteira e principalmente poder dar oportunidade e um bom exemplo para os meus alunos. Nós nos empenhamos muito para oferecer uma boa premiação e apresentar um campeonato de ponta e acho que conseguimos. Por isso quero agradecer a todos da ASVS, diretoria, associados e apoiadores, todos estão de parabéns. Agora nossos jovens atletas podem voltar a sonhar em serem surfistas e representar nossa cidade.” Disse.

Importante: Vale lembrar que no ranking final serão declarados campeões apenas os surfistas do Município de São Vicente.

O evento é realizado pela Associação de Surf Vicentino (ASVS) e apresentado pela Lines Surf Shop conta com a chancela da Federação Paulista de Surf (FPS) e tem o patrocínio da South to South, co-patrocínio da Cacau Center, Rubber Sticky, Keahana, e MetalNox, e apoio Prefeitura Municipal de São Vicente, Nova Era’s, Ymage, Terraço, CS Noivas, Fu-Wax, Mega Sorte Loterias, Trifins, Surferia Bar, O Pastelão Delivery, BigFrio, Espaço Bella Mama, Drogaria Boa Vista, E.R.A Resgate e Eko Açai. Além da Compact Surfboards, Wave Attack, Mag Surfboards, Shaper Marcelo Mota, Grellet Surfboards, Classic Longboards, RipTide surfboards, MS surfboards e Rolling Surfboards.

Clique aqui e acompanhe o ranking Vicentino de Surf 2018.

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