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Lima - Peru

Organização do PASA Games erra e Phil é eliminado em bateria polêmica

Luciana Figueiredo

Uma sequencia de falhas resultaram na eliminação do bicampeão mundial de longboard, Phil Rajzman, nesta sexta-feira, no PASA Games 2018, evento classificatório para o Pan Americano de Longboard da ISA, em 2019.

Um erro grosseiro da organização custou ao bicampeão mundial de longboard Phil Rajzman uma vaga na final dos PASA Games e, muito provavelmente, nos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima, no Peru. Aquela que era possivelmente a melhor onda de Phil na bateria foi filmada apenas pela metade, sendo avaliada pelos juízes com uma nota muito inferior do que deveria receber.

O brasileiro chegou à semifinal contra o local Lucas Garrido, Robert Ferrer (PUR) e o argentino Surfiel Gil, e teria seguido rumo à disputa do terceiro título Pan Americano, se não fosse protagonista de erros graves de julgamento. 

Phil surfou 5 ondas e teve somente a nota do primeiro drop divulgada na bateria, ao contrário de todos os outros competidores. Ao sair da água, já com a derrota anunciada, Phil percebeu que os atletas estavam indignados com o resultado e pediu para conferir suas notas. 

O brasileiro tinha uma nota 8.17 na segunda onda e precisava de 5.06 para passar para a final. A onda que seria a da virada começou com um hang ten logo no drop e levantou a torcida na areia. 

No entanto, a nota dada pelos juízes para sua melhor onda foi 4.5, insuficiente para que ele seguisse na competição. 

A contestação foi unânime entre os torcedores, atletas e a CBS, que protocolou um protesto formal para análise de vídeo da onda. O pedido de revisão é um processo válido pelas regras da ISA e todas as ondas devem ser filmadas durante a bateria para evitar que um atleta seja prejudicado por falha humana no julgamento. 

Acontece que, sem cumprir a regra, a organização não possuía a onda do brasileiro filmada desde o início e, mesmo afirmando que teriam subavaliado a onda, não puderam voltar atrás.

O representante da CBS, Rosaldo Cavalcanti, lamentou o episódio e afirmou que a Confederação fará uma notificação formal à ISA. 

"O que aconteceu foi uma falha tecnológica. A organização da PASA deveria ter 4 câmeras disponíveis para o replay dos juízes porque se tem 4 surfistas na água, pode acontecer de surfarem ondas seguidas e eles precisam das 4 câmeras. O problema é que eles não tinham todas as câmeras e só filmaram metade da onda do Phil. A gente tinha a onda inteira, mas eles não aceitaram porque a regra não permite voltar a nota sem as imagens oficiais do replay. Isso demonstra uma falta de preparo da organização para um evento tão importante que decide uma vaga no Pan Americano. Realmente foi um erro. Os próprios head Judges admitiram que a onda valia mais, porém, a regra limitou nosso protesto. Agora, vamos fazer uma reclamação pra ISA para que eles não permitam mais eventos desse grau de importância sem as câmeras e vamos pedir que a regra mude e que eles considerem as imagens dos atletas, caso elas realmente provem o que está sendo contestado. É uma pena que isso tenha acontecido." Comentou Rosaldo.

O bicampeão mundial de SUP, Caio Vaz, acompanhou de perto a situação. O brasileiro estava se preparando para sua bateria, que começou logo depois de o evento confirmar que não voltaria atrás da decisão. 

"Foi muito triste. Eu tinha uma bateria logo depois e entrei desanimado na água porque esses erros acabam fazendo com que a competição não seja justa. E na bateria do Phil isso ficou muito claro." Comentou Caio.

Para Phil, a chance de participar do Pan Americano depende agora do resultado no Campeonato Mundial de Longboard da ISA, principal plataforma de classificação para o evento principal. Ele precisará ser o melhor das Américas para garantir sua participação.

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