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Salvador - Bahia - Brasil

Onda Rosa atrai meninas para as competições de Surf

Miguel Brussel

Com o objetivo de fomentar a participação das meninas nos campeonatos de Surf, a ABASURFE promove o Onda Rosa evento com formato das competições de onda grande.

Diferente das provas tradicionais, uma competição em que o efeito competitivo é o mais reduzido possível. Assim a Associação Baiana de Surf Feminino (ABASURFE) quer atrair mais meninas para os campeonatos de surfe, já que não são poucas as que praticam o esportes, mas, ainda, não são muitas as que decidem vestir a lycra e esperar a sirene da bateria.

Talvez, pelas meninas não darem tanta importância às rivalidades quanto os meninos. O fato é que sempre acaba no mesmo. Quando se abrem vagas de várias categorias nas competições de surf para as meninas, poucas são ocupadas e, geralmente, a categoria é cancelada e as premiações devolvidas. As vezes são pranchas e outros equipamentos para a prática do surf, mas ninguém aparece para competir.

Depois de algumas pesquisas em grupos femininos de surf que chegam a ter mais de 200 meninas inscritas, a ABASURFE chegou à conclusão que as meninas não gostam do espírito de competição, de perder e ser desclassificada. Para amenizar o problema, a entidade vai promover um evento no mesmo formato das competições de ondas grandes, sem as traumáticas eliminações.

Haverá disputas nas categorias estreantes e Open nas modalidades Short Board, Longboard, Bodyboard, Sub-14 Estreantes e Open Kids. Ao custo de R$ 20 mais três quilos de alimentos não perecíveis, as inscrições podem ser feitas através do link: https://linktr.ee/abasurfe. Todas as inscritas caem no mar em duas baterias e no final vence a que somar o maior número de pontos, o que só será conhecido na hora da premiação.

Com este formato, a ABSURFE espera atrair as meninas. “Vamos priorizar a participação da coletividade, onde ninguém perde. As meninas serão divididas em categorias, com baterias de 15 minutos, com quatro atletas. Serão computadas as duas melhores notas em cada bateria e somadas para obtenção do resultado final e formação do ranking”, explica Carla Circenis, pioneira do surf na Bahia e organizadora do evento.

Mas a Onda Rosa, que teve o Vereador Alberto Braga como um dos maiores incentivadores, não será só competição. Além das baterias da disputa, o Onda Rosa terá Clínica de Surf com prancha e bodyboard com vídeo análise, Curso de Arbitragem de Surf, Yoga, Dança, Pilates, Futebol, Oficinas de Compostagem e Coleta Seletiva, Recuperação de Restinga, música e muito surf.

Além disto, o empoderamento feminino não para por aí. Toda a competição está sendo organizada e produzida por mulheres. Até a identidade visual do Onda Rosa foi criada por uma mulher. A designer e ilustradora, Gabriela David da Margô, uma nova marca voltada para o surf feminino que será lançada durante o Onda Rosa, em sociedade com a comunicadora Carolina Zalcbergas.

A realização do Onda Rosa é da Stella Surf School junto a Associação de Surf e Ecologia de Stella Maris (ASESM) que, também, é responsável pela supervisão técnica do evento que é homologado pela Federação Baiana de Surf (FBSurf). O patrocínio é da Prefeitura de Salvador através da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer e do Vereador Alberto Braga e o apoio da Gráfica DPI, Complexo H23, Wari Pratas, Margô, Praiana Surf Wear, Barraca do Loro, Padaria Pão e Vinho, Açaí de Stella, Granola Tia Izaura, Clinica Larmonie, ShapeIT 3D, Shark Surf Board, Engenho do Corpo, Escola de Body-board Uri Valadão, Santo Sal, Telina, Owbi Biquinis, Nay Surf Clube, Donnas Paisagem, SOS Stella Maris e EsporteNaRede.

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