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Ubatuba - São Paulo - Brasil

Odirley Coutinho e Diana Cristina Fazem a Festa no Brasil Surf Pro

Media Guide Comunicação

Nas finais, ubatubense derrota Nakajima e paraibana passa por Cláudia Gonçalves em dia de chuva e boas ondas

O tempo fechou, mas as ondas melhoraram muito e permitiram o show dos surfistas nas baterias decisivas da terceira etapa do Brasil Surf Pro, que terminou neste domingo, na Praia de Itamabuca, em Ubatuba. E a festa foi de São Paulo, com a vitória do ubatubense Odirley Coutinho, de 31 anos, que derrotou o também paulista Flávio Nakajima, de 24. No feminino a paraibana Diana Cristina manteve uma invencibilidade que vem desde o ano passado e conseguiu mais uma vitória na temporada, ao derrotar a paulista Cláudia Gonçalves por 13,17 a 7,03, abrindo boa vantagem no ranking. No masculino, mesmo eliminado nas quartas-de-final, o catarinense Tomas Hermes manteve a liderança, com 2.110 pontos.

A final foi disputada entre o surfista de melhor desempenho na etapa, Nakajima, e o que melhor se adaptou às condições deste domingo, Odirley Coutinho. O dia começou com ondas de pouco mais de um metro, mas na final chegavam facilmente a quase dois metros. O surfe de Odirley parece que também acompanhou o crescimento das ondas. Na final, ele não deu a menor chance para Nakajima, que fazia sua primeira final no Circuito Brasileiro. O surfista local marcou 17,33 contra apenas 9,10 de seu adversário.

Odirley deixou seu show particular para o domingo, dia que conseguiu três notas acima de oito pontos, que representam o plantio de quinza árvores na região. A primeira delas na vitória sobre o alagoano Tânio Barreto por 15,67 a 11 pontos, nas quartas-de-final. A bateria mais difícil foi mesmo contra outro surfista local, Wiggolly Dantas, que também estava com ótimo desempenho. No duelo de ubatubenses, o mais experiente levou a melhor por 14,77 a 14,00 pontos.

“Maravilhoso estar aqui com a minha mulher, deu tudo certo, com onda grande. Muito emocionante vencer em casa, com os amigos vendo. Adoro as ondas de Itamambuca, fortes. O mar estava muito bom. Acho que tenho muito surfe para mostrar ainda. Já conquistei o vice brasileiro em 2001, 2004 e 2006. Agora vou trabalhar pelo título de campeão”.

Já a final feminina foi equilibrada até um pouco depois da metade da bateria, quando Tininha finalmente encontrou as ondas e abriu boa vantagem sobre Claudinha, vencendo por 13,17 a 7,03.

Nas semifinais, Tininha não deu chances à Gabriela Teixeira, vencendo por 11,33 a 5,00 pontos. A emoção ficou reservada para a outra bateria da fase, na qual Claudinha Gonçalves conseguiu sua vitória sobre a catarinense Juliana Quint nos últimos segundos. A paulista precisava de uma onda 5,83 e marcou 5,90 para vencer por 10,67 contra 10,60.

Com a vitória, Tininha se distanciou da catarinense Juliana Quint, segunda do ranking:

“Tudo é treinamento, já venho focada desde o início do ano. Venci a primeira etapa no Nordeste e fiquei mais confiante. Depois de Búzios, a Juliana Quint veio coladinha no ranking, como ganhei aqui espero fazer a diferença. Já fui duas vezes vice-campeã brasileira e agora espero conquistar o título de campeã”, disse a paraibana.

Apesar de eliminado nas quartas-de-final, Tomas Hermes manteve a liderança do ranking. Nas quartas-de-final, mesmo com uma nota 8,17 logo em sua primeira onda, ele perdeu a invencibilidade que já vinha desde o ano passado. Foi a terceira onda acima de oito de Hermes em Ubatuba e a oitava na temporada, que lhe dá a liderança também na briga pelo título de surfista mais verde do ano.

“A bateria foi difícil. Comecei com uma nota excelente, mas não consegui trocar a nota dois. De qualquer maneira, saio de Ubatuba feliz por manter a liderança do ranking e também entre os surfistas verdes. Consegui plantar árvores em todas as etapas”, disse Hermes.

Após a terceira etapa, o baiano Bruno Galini se manteve em segundo lugar do ranking, mas Messias Felix agora aparece em terceiro, seguido por Odirley e Nakajima.

Antes das finais, o Projeto Tamar devolveu quatro tartarugas ao mar, dentro das ações ambientais que marcaram a etapa.

Resultados

Masculino

Final - – campeão ganha 1000 pontos e R$ 25.000,00; vice-campeão ganha 860 pontos e R$ 12.000,00

Odirley Coutinho (SP) 17,33 x 9,10 Flávio Nakajima

Semifinais – perdedor termina em 3º lugar, com 730 pontos e R$ 7.000,00

Odirley Coutinho (SP) 14,77 x 14,00 Wiggolly Dantas (SP)

Flávio Nakajima (SP) 9,66 x 9,20 Messias Felix (CE)

Quartas-de-final - perdedor termina em 5º lugar, com 610 pontos e R$ 4.650,00

Odirley Coutinho (SP) 15,67 x 11,00 Tanio Barreto (AL)

Wiggolly Dantas (SP) 11,00 x 7,25 Hizunome Bettero (SP)

Messias Felix (CE) 13,17 x 11,57 Thomas Hermes (SC)

Flávio Nakajima (SP) 16,07 x 13,10 Alex Ribeiro (SP)

Feminino

Final – campeã 1.000 pontos e R$ 9.000,00; vice-campeã 860 pontos e R$ 4.500,00

Diana Cristina (PB) 13,17 x 7,03 Cláudia Gonçalves (SP)

Semifinais – perdedora termina em terceiro com 730 pontos e R$ 3.500,00

Diana Cristina (PB) 11,33 x 5,00 Gabriela Teixeira (RJ)

Claudia Gonçalves (SP) 10,67 x 10,60 Juliana Quint (SC)

Classificação Masculino

1.Odirley Coutinho (SP)

2. Flávio Nakajima (SP)

3. Wiggolly Dantas (SP)

3. Messias Felix (SC)

5. Hizunomê Bettero (SP)

5. Tomas Hermes (SC)

5. Alex Ribeiro (SP)

5. Tânio Barreto (AL)

Rankings

Masculino

Colocação – pontos – nome - estado

1 2110 Tomas Hermes SC

2 1760 Bruno Galini BA

3 1730 Messias Felix CE

4 1680 Odirley Coutinho SP

5 1640 Flavio Nakagima SP

6 1610 Marcio Farney CE

7 1530 Alan Jones RN

7 1530 Jano Belo PB

9 1510 Hizunome Bettero SP

9 1510 Tânio Barreto AL

Feminino

Colocação – pontos – nome - estado

1 2860 Diana Cristina PB

2 2200 Juliana Quint SC

3 1960 Gabriela Leite SC

4 1950 Suelen Naraisa SP

5 1860 Tita Tavares CE

6 1790 Luana Coutinho SP

6 1790 Gabriela Teixeira RJ

8 1720 Bruna Queiroz SP

9 1610 Monik Santos PE

10 1560 Tais de Almeida RJ

Petrobras e Skol apresentam o Brasil Surf Pro 2011, o patrocínio é da Hawaiian Dreams (HD). Apoio da Oi Futuro, dos canais SporTV e Multishow, da TV Jam, Prefeitura de Ubatuba e da Associação Ubatubense de Surf (AUS). O campeonato conta com recursos da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, organização da ABRASP, realização e produção Brasil1 Esporte e MaxSports

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