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Hawaii - Estados Unidos

Koxa toma o pior caldo da vida em Jaws

Monica Rentroia

Semana passada as previsões eram as seguintes: “Um swell gigante se aproximava do Hawaii, deixando os big riders numa grande expectativa, já que uma bomba dessas não era vista desde 2004 no arquipélago”.

Semana passada as previsões eram as seguintes: “Um swell gigante se aproximava do Hawaii, deixando os big riders numa grande expectativa, já que uma bomba dessas não era vista desde 2004 no arquipélago”.

Rodrigo Koxa logo que viu a previsão ligou para o seu amigo César Oliveira “Cesinha”, que mora no Hawaii, e marcou de encontrá-lo em Maui com o Jet-ski a postos.

Koxa viajou dia 03/12 e chegou à ilha de Maui sexta-feira dia 04/12/2009. Sábado fizeram um bom treino em Jaws sobre as ondas que chegavam a 20 pés.

Domingo o mar baixou e todos os big riders aproveitaram o dia de descanso para adaptar as pranchas com mais peso para o enorme swell de segunda.

Na segunda-feira (07/12), o Big Swell chegou com força total. Logo pela manhã o mar estava com um cenário lindo. Ondas gigantes e um sol maravilhoso. Muitas duplas estavam presentes e havia até helicópteros fazendo filmagens para o lendário Laird Hamilton.

Por Rodrigo Koxa: “Quando estava cavando em uma direita que estava bem esticada na bancada, fui pego pelo bump da onda, tomando uma das vacas mais sinistras do dia. Quando cai, sabia que precisava ficar muito calmo, e foi isso o que eu fiz. Ela quebrou em cima de mim com uma força absurda, me girando para tudo que era lado. Com uma pressão muito forte em minha cabeça, senti que fui jogado bem para o fundo e nesse momento tive que dar uma descompensada pelo nariz para estabilizar a pressão. O caldo parecia não ter fim e quando senti que estava subindo para superfície, tive mais uma surpresa. A onda de trás já estava totalmente em cima e mim. Foi o tempo de dar uma leve respirada e voltar de novo para mais um caldo tenebroso, e depois, mais outro. Foram 3 ondas de 30 pés seguidas na minha cabeça. Uma energia descomunal que nunca havia sentido antes. Para completar, precisei sair pelas pedras onde tive que ficar por mais de uma hora procurando minha prancha no paredão em frente a onda. Quando a achei, ela estava totalmente destruída. Assim minha prancha para surfar as bombas com o peso ideal estava liquidada, perdida, toda quebrada, mas eu estava inteiro para voltar para casa… Foi uma experiência única, pois estou realmente tentando buscar o máximo de contato possível com diversos mares no big surf ,e graças a Deus estou podendo contar essa historia hoje. Obrigado meu Papai do Céu e a todos que emanaram boa energia para mim. Salve o Big surf… Agora estou com sinusite de tanta água que entrou em minha cabeça, com o corpo todo dolorido e confiante na rápida recuperação.”

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