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Brasil

Kitesurf, um Novo Estilo de Vida

Célio Beleza

É comum vermos passando na televisão filmes, competições e trips de kitesurf pelo mundo mostrando velejadores e paisagens belíssimas, onde encantam os olhos das pessoas que estão do lado de fora da telinha

Atualmente, o kitesurf não é apenas visto como um esporte, mas também como um bom negócio, pois envolve moda, cultura, entretenimento, estilo de vida, entre outras coisas. É notória a presença dessa tendência na vida das pessoas, que se vestem com produtos da indústria do kitesurf, fortalecendo dessa maneira, a cultura que envolve esse esporte que vem crescendo a cada dia, tornando-se assim ainda mais popular e valorizado.

O kitesurf hoje é a inspiração de milhões de pessoas do planeta terra, ou melhor, do planeta oceano. Analisando a morfologia das palavras kite (pipa em inglês) e surf, fica fácil compreender o esporte. O kitesurf pode ser praticado com ventos a partir de 10 knots, no mar, rio ou lagoas, favorecendo todo litoral brasileiro. Um esporte em que o velejador usa uma prancha similar a de wakeboard, presa nos pés e o kite se apropria do vento como forma de propulsão gerando velocidade para flutuar na água, possibilitando saltos e manobras.

Status social, riquezas, roupas, luxos. Nada disso importa para quem acorda cedinho ou sai correndo do trabalho no final de tarde para velejar de kitesurf. Nesse mundo o que importa é sentir a liberdade que esse esporte proporciona. E isso não é tão fácil assim…

Esse estilo de vida muitas vezes é confundido pela sociedade como vagabundagem, como quem não quer nada com nada. Mas apesar da desregulamentação da profissão, diversos cursos na área e a crescente movimentação econômica deste setor têm forçado algumas pessoas a levarem a sério esse esporte e banir o preconceito. Popularização, liberdade e adoração envolveram essa evolução que se fortalece como estilo de vida de diferentes perfis de indivíduos ao redor do mundo.

Diante de todo movimento em torno desse esporte, de seus praticantes, e desse grandioso mercado... É importante ressaltar a grande diferença que existe entre ser um “Free Rider” e ser um “Kitesurfista Profissional”. O Free Rider é aquele que não tem compromisso com competições, que praticam por lazer, por paixão, onde a maioria deles não recebem, financeiramente, para praticar esse esporte. Vale a observação de que há Free Riders que são patrocinados e recebem salários só para velejar e mostrar seu talento. Esses patrocínios geralmente acontecem por parte das marcas que veiculam seu negócio a um bom atleta, proporcionando assim ganhos para ambos os interessados. Em contrapartida existem os Kitesurfistas Profissionais, ou seja, atletas que vivem do kitesurf e tiram dele seu sustento, seja através do seu patrocinador, como também do retorno financeiro das competições. Há quem pense que viver do kitesurf é fácil, quando a realidade não é bem assim... “A vida que pediu a deus”! “Bom demais ser velejador”! “O trabalho que eu sempre quis, passar o dia na praia”. É comum escutar esses dizeres constantemente, muitos não sabem das grandes dificuldades que um Kitesurfista Profissional passa, dos vários perrengues em viagens, aeroportos, praias sem estruturas e campeonatos. Ser um Kitesurfista Profissional não é fácil! Viagens, passagens, hospedagens, alimentação, transporte, inscrições, equipamentos de trabalho, excessos de bagagens, tudo isso é investimento que os mesmo precisam para competir.

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