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Jovem de Sapucaia do Sul morre afogado em Capão da Canoa

Hygino Vasconcellos - Diário de Canoas

Rodrigo Peres, 27 anos, passava o feriadão na casa dos pais da noiva em Nova Tramandaí, no litoral norte. No domingo, deixou a residência rumo à praia com a prancha de surfe por volta das 13 horas, não voltou mais.

Passado mais de três horas a noiva e os pais começaram a ficar preocupados e iniciaram as buscas pelo rapaz. A prancha foi a primeira a ser encontrada - indício que algo ruim teria acontecido. Em conversa à reportagem do Jornal VS, o pai do jovem, Cláudio Cardoso Peres, 57, explica que a Brigada Militar encontrou o rapaz ainda vivo, mas inconsciente. “Me disseram que ele estava praticamente em óbito, mas deram assistência.” Em seguida, Rodrigo foi levado ao Hospital de Tramandaí e transferido para a casa de saúde de Osório, onde morreu.

O pai explica que o filho começou a surfar aos 18 anos, mas que praticava o esporte esporadicamente. “Não sei se ele pegou uma onda pesada e escapou a corda. Não entendo nada de surfe.” Peres explica que do encontro da prancha até a localização do rapaz se “passou um tempo”, sem dar ideia de minutos. “Acho que ele ficou muito tempo embaixo da água.” O jovem era o segundo filho da família, que reside no Centro de Sapucaia - ele tinha ainda uma irmã de 15 anos. Rodrigo havia recém anunciado o noivado após mais de cinco anos de namoro.

Família abalada com caso

A família de Rodrigo ficou abalada com a morte. “Estou falando baixinho aqui no telefone, porque minha esposa está em estado de choque”, explicava o pai, o aposentado Cláudio Cardoso Peres durante entrevista para a reportagem do Jornal VS. O corpo foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Osório e liberado no final da noite de domingo. Ele foi velado e sepultado no final da tarde de segunda-feira (5) no Memorial Ecumênico Cristo Rei, em São Leopoldo. Durante a cerimônia o rapaz foi homenageado por colegas e familiares.

reportagem do Diário de Canoas