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Gabriel Medina: “Estou me preparando desde pequeno”

Fabio Maradei

Apontado como umas das grandes revelações mundiais do surf, o paulista Gabriel Medina, da equipe Rip Curl, de apenas 17 anos, voltou a fazer bonito e mostrar todo o seu potencial, com a vitória no SuperSurf Internacional 2011.

Apontado como umas das grandes revelações mundiais do surf, o paulista Gabriel Medina, da equipe Rip Curl, de apenas 17 anos, voltou a fazer bonito e mostrar todo o seu potencial, com a vitória no SuperSurf Internacional 2011, na Praia da Vila, em Imbituba/SC, agora em junho. Um resultado inquestionável, com 19,10 pontos de 20 possíveis na final e oito das dez melhores ondas surfadas numa etapa prime da ASP, que o colocou no seleto grupo dos 32 atletas que se classificam para o World Tour (WT) 2012, a elite mundial.

Esta foi a segunda vitória em etapas do Mundial e novamente em águas catarinenses. Em 2009, faturou etapa seis estrelas na Praia Mole, em Florianópolis (o mais jovem da história a vencer uma etapa deste nível, com apenas 16 anos). Já no ano passado, ele comprovou que o resultado não foi acaso, ao garantir o terceiro lugar (semifinal) no mesmo evento.

A lista de conquistas conta com outros três campeonatos emblemáticos da nova geração: o King of the Groms International 2009 (com duas notas 10 na decisão), na França; o mundial Júnior, no ISA World Surfing Games 2010, na Nova Zelândia; e o Rip Curl Grom Search International 2010, na Austrália, disputado em paralelo ao evento mais tradicional do circuito profissional, o Rip Curl Curl Pro Bells Beach.

Com contrato de patrocínio com a Rip Curl por cinco anos, Gabriel mostra confiança para alcançar seus objetivos. A marca garante ao atleta toda a estrutura para pensar exclusivamente na carreira, inclusive, com “estágio” nas ondas da Austrália para aperfeiçoar suas manobras e ficar com o inglês afiado. Gabriel recebeu por dois anos consecutivos o convite da Rip Curl para participar do Rip Curl Pro Bells Beach e competir ao lado dos melhores surfistas do planeta na elite do surf profissional.

Natural de São Paulo, ele iniciou no surf aos nove anos de idade, num dos melhores picos de onda do País, a Praia de Maresias, em São Sebastião (litoral norte de SP), incentivado por Charles, seu padrasto, que ele chama de pai e até hoje seu grande orientador, ao lado da mãe, Simone.

Abaixo, entrevista com o surfista Gabriel Medina:

Você está com apenas 17 anos e já se firma como uma das maiores revelações do surf mundial. Como está se preparando para esse sucesso, física e psicologicamente?

Já estou me preparando desde pequeno. Com o passar do tempo, fui me dedicando cada vez mais. E agora no começo de 2011, fiz um trabalho com um profissional de medicina esportiva, fiquei treinando e surfando dois meses na Austrália, com a ajuda do meu pai, corrigindo os meus erros e, claro, muito foco nas competições.

Essa nova vitória, muda algo? Abre novos horizontes?

Acho que a vitória sempre da mais confiança para seguir em frente.

Como está a sua vida? O que mudou agora correndo o Tour?

Como já disse, desde criança eu surfo e corro campeonatos de surf, portanto a minha vida segue a mesma.

Acredita na vaga para o WT 2012?

Ainda faltam três etapas primes e três seis estrelas, mas acreditar, eu acredito, mesmo sabendo que todos têm condições de estar lá. Não tenho pressa, ainda tem muita coisa para acontecer e sei que tenho a Rip Curl no suporte.

Na sua avaliação, o que ainda falta para estar preparado para encarar o WT?

Acho que tudo é um processo de evolução. Estou no meu, corrigindo as minhas falhas e aprendendo no dia a dia, inclusive com as derrotas que surgem.

Quais tipos de onda precisa melhorar? Aperfeiçoar?

O Circuito favorece os regulares, por terem ondas para a direita que favorecem quem as surfa de frente. Então, como sou goofy, sei que essas ondas são onde tenho de trabalhar mais.

Tem alguma preparação especial visando ondas mais pesadas?

Moro em Maresias e surfo aqui desde pequeno. Gosto de onda pesada. A dificuldade, muitas vezes, é o crowd.

Quais ondas já surfou que mais te surpreenderam?

Pipeline (Havaí) e Macarronis (Mentawai)

Esse contrato com a Rip Curl, de cinco anos, lhe deu mais estabilidade para poder surfar mais sossegado?

Com certeza, tenho uma empresa que acredita no meu trabalho e investe em mim. Tenho confiança de que sempre terei essa excelente estrutura em qualquer lugar do mundo.

Qual a importância desse apoio da Rip curl para esses resultados aparecerem?

É total. A Rip Curl já me levou duas vezes para o WT de Bells (Austrália), aprendi bastante, adquiri experiência. Recebo um salário digno para correr o Circuito e me preparar, fora o apoio tanto no Brasil como na Australia, onde o Gary Dunne, chefe de equipe do time internacional, sempre me ajudou em tudo, assim como os donos da Rip Curl, que acreditam muito no meu potencial.

E a família? O Charles e Simone? O que isso representa para você seguir em frente?

Muito importante, eles me apóiam totalmente. Meu pai viaja comigo e me ajuda nos campeonatos e minha mãe sempre que pode.

Seu jeito calmo influencia em que nas competições?

Acho que é natural e me ajuda, principalmente, para eu pensar nos momentos difíceis.

Quando não está surfando, o que faz? Qual seu hobby, fora surf?

Ando de Skate e fico no Facebook.

Ping-Pong com Gabriel Medina

Nome: Gabriel Medina

Nascimento: 22/12/1993

Iniciou no surf: com oito para nove anos em Maresias

Vive em: Praia de Maresias, em São Sebastião/SP

Melhor onda: Macarronis (Metawai)

Sonho: WT

Manobra: Tubo e Aéreo

Se não fosse surfista: seria jogador de futebol

Outro esporte que gosta: skate e futebol

Família: é tudo

Ídolo no surf: Mick Fanning

Ídolo no esporte: Kelly Slater

Ídolo na vida: Ronaldo

Comida: arroz, feijão e bife

Bebida: suco de laranja

Melhor viagem: Mentawai

Melhor etapa: Imbituba

Melhor momento: Prime de Imbituba

Patrocínio: Rip Curl

Co-patrocínios: Nike 6.0, Pukas, FCS e Gorilla Grip

Quando não está surfando: Facebook e skate

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