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Entrevista com o fotógrafo de ondas Bruno Cury

Redação Surfguru

O Surfguru entrevistou o fotógrafo de ondas Bruno Cury, 27. Cury é pernambucano mas reside há 5 anos no Rio de Janeiro

Como surgiu a ideia de ser fotógrafo?

A ideia surgiu há mais ou menos dois anos e meio quando fui com dois amigos surfar e um deles levou uma câmera a prova d’água, não quis saber da prancha, somente daquela câmera, cheguei em casa e comecei a assistir filmes de surf, e sempre prestava mais atenção nos fotógrafos que apareciam, em como se posicionavam, do que nos próprios surfistas, desde então a vontade foi crescendo, larguei a faculdade de história e me inscrevi na faculdade de fotografia. Comprei então minha primeira câmera a prova d’água, uma Cybershot Olympo e a partir daí não parei mais. E também comecei a fotografar paraquedismo.

E hoje, qual o seu equipamento fotográfico?

Canon Mark II 1D, Caixa estanque Aquatech, lente sigma Fisheye 15mm e uma GoPro Hero 2.

Também uso uma Canon Rebel Xt e uma filmadora Sony CX 130 para Skydive.

Como é fotografar ondas?

Eu gosto de mostrar o que seria difícil das pessoas verem, tanto no mar quanto no ar, quando fotografo paraquedistas. É como se fosse um momento só meu com a natureza, me sinto bem, saio da água revigorado e feliz.

Fotografar dentro do mar pode ser perigoso. Você já passou por momentos difíceis na água?

Sim, é inevitável, mas procuro ficar calmo. Sempre tento me posicionar da maneira em que posso pegar o melhor ângulo da onda e as vezes acontece sim de tomar uns “caldos”, porém, como me posiciono geralmente em bancadas rasas acabo ficando muito perto da areia e quando bato no fundo me impulsiono no sentido contrário que é a superfície. O problema aqui são os arranhões, água no ouvido, muita areia e também as fortes pancadas contra a água ou contra o fundo, Por várias vezes depois de um caldo, falo pra mim mesmo que aquela vai ser a última foto, mas aí olho no visor da minha câmera e vejo a bela foto e decido ficar no mar para tentar fazer sempre uma melhor que aquela.

Existe algum tipo de preparação antes de entrar na água?

Tenho meio que um ritual, me alongo, me benzo e ponho uma música pra tocar na minha cabeça, geralmente do The Beautiful Girls ou do SOJA, e entro. Eu também faço natação e procuro me preparar fisicamente, além de fazer exercícios de apneia.

De onde vem a inspiração para suas fotos?

Admiro muito o trabalho de Clark Little, com certeza o trabalho dele me inspira e muito, assim como o do Zack Noyle e também os fotógrafos Brasileiros, costumo dizer que se o surf Brasileiro está muito bem atualmente, o time de fotógrafos está melhor ainda, procuro observá-los e tentar aprender algo com eles.

Você já perdeu algum equipamento dentro d’água?

Sim, duas câmeras minhas já infiltraram, a primeira não teve jeito, eu perdi, e a segunda consegui salvar.

Qual o pico dos seus Sonhos?

Sandy Beach, no Havaí, mas pretendo viajar pelo Brasil, acredito que aqui tem muito potencial pela beleza de nossas Praias, recentemente estive no litoral sul de PE e lá peguei um dos melhores Picos que já vi, sem falar também nas Praias do Rio de Janeiro que são lindas e é onde moro atualmente.

Você também faz fotos de moda. A diferença entre esses dois tipos de fotografia não é muito grande?

Na verdade fotografo Moda Praia, então está meio que interligado. Gosto muito de fotografar moda, é um tipo de fotografia que você pode realmente manipular a luz, pode entender mais o significado de fotografia que é desenhar com a luz, diferentemente de fotos de ondas que é mais focado no momento, mas é claro que também aplico os conceitos da fotografia quando estou dentro d’água.

Qual o recado que você deixa para os internautas do Surfguru?

Espero que gostem das fotos, e boas ondas a todos!

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