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Tríplice Coroa Havaiana

Tríplice Coroa Havaiana começa distribuindo pontos e prestígio no circuito mundial. Pontos no ranking, vagas na elite do surfe mundial e prestígio, muito prestígio.

13/Nov/2017 - Renato de Alexandrino - Hawaii - Estados Unidos

Tudo isso entrou em jogo a partir deste domingo, quando começou o Hawaiian Pro, penúltima etapa do Qualifying Series (QS), o circuito de acesso do surfe. 

O evento, porém, é muito mais do que um simples campeonato em meio aos quase 60 que recheiam o calendário do QS. O Hawaiian Pro marca também o início da cobiçada e respeitada Tríplice Coroa Havaiana.

Criada em 1983 por Fred Hemmings, a Tríplice Coroa ganhou prestígio dentro do mundo do surfe, tornando-se quase um circuito à parte para os competidores. A ideia de Hemmings foi premiar o melhor surfista nas três etapas disputadas no palco mais importante do esporte, a costa norte da ilha de Oahu, no Havaí, que costumam encerrar a temporada de competições: o Hawaiian Pro, em Haleiwa, o World Cup of Surfing, em Sunset, e o Pipe Masters, em Pipeline.

Atualmente, apenas o evento em Pipeline faz parte do Championship Tour (CT), a primeira divisão do circuito. As etapas de Haleiwa e Sunset contam pontos - 10 mil para o vencedor de cada uma - para a divisão de acesso, mas nem por isso são menos respeitadas ou cobiçadas. Surfistas que raramente disputam etapas do QS, como os campeões mundiais Kelly Slater, Joel Parkinson e Mick Fanning, costumam competir nas ondas de Haleiwa e Sunset, em busca de um título importante para o currículo.

- São três grandes eventos, com muita tradição no circuito e um campeão à parte. Fazer uma grande campanha no Havaí te dá um prestígio muito grande e te coloca em outro patamar. Todos os olhos do mundo estão voltados para o Havaí nessa época - diz o catarinense Willian Cardoso, quarto colocado no ranking do QS, muito perto de conseguir uma vaga na elite.

Em 34 edições até aqui, apenas um brasileiro conquistou a Tríplice Coroa Havaiana. A honra coube a Gabriel Medina, em 2015. Os havaianos dominam a lista de vencedores, e Sunny Garcia, campeão mundial em 2000, é o bicho-papão, com seis vitórias na Tríplice Coroa. Entre outros surfistas que já levaram o circuito, nomes como os irmãos havaianos Michael e Derek Ho, o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater e o já falecido Andy Irons.

Para alguns brasileiros, um bom desempenho na Tríplice Coroa vai render mais do que reconhecimento. Brigando por um lugar entre os dez primeiros no ranking do QS, que se classificam para o CT de 2018, surfistas como Willian Cardoso, Tomas Hermes e Michael Rodrigues vão para o tudo ou nada nas etapas finais do circuito.

Jesse Mendes, em primeiro, e Yago Dora, em terceiro, estão com suas vagas virtualmente garantidas. Willian, em quarto, e Tomas, em quinto, estão bem posicionados. Michael, em 10º, vai precisar de bons resultados no Havaí para não ser ultrapassado no ranking. Nomes como Alejo Muniz, Alex Ribeiro, Deivid Silva e Flavio Nakagima correm por fora, mas ainda com chances de classificação.

- Esse é um momento único na minha carreira. Nos outros anos eu necessitava de um grande resultado no Havaí. Agora preciso praticamente passar apenas uma bateria, mas quero fazer uma grande campanha. O Havaí é um lugar de desafios e estou preparado para fazer o meu melhor - diz Willian, de 31 anos.

O Hawaiian Pro tem prazo até o dia 24 para ser encerrado. Com ondas pequenas em Haleiwa, o evento foi adiado no domingo.

No dia 25 é aberta a janela para a realização do World Cup of Surfing, em Sunset. O Pipe Masters fechar o CT e a Tríplice Coroa entre os dias 8 e 20 de dezembro.

ÚLTIMOS CAMPEÕES DA TRÍPLICE COROA:

2016: John John Florence (HAV)

2015: Gabriel Medina (BRA)

2014: Julian Wilson (AUS)

2013: John John Florence (HAV)

2012: Sebastian Zietz (HAV)