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Surf Brasil conquista mais 2 medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026

Chloe Calmon ganhou a prata e Carlos Bahia ficou com o bronze no Longboard aumentando para 8 o número de medalhas do Time Brasil na Playa Venao do Panamá

03/Mai/2026 - Assessoria de Imprensa CBSurf - Panamá

Florianópolis / SC (Quinta-feira, 30 de abril) - O Surf Brasil aumentou para 8 o número de medalhas conquistadas nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026 no Panamá. O Longboard foi encerrado na quinta-feira, com Chloe Calmon ganhando medalha de prata na final com a peruana Maria Fernanda Reyes e Carlos Bahia ficou com o bronze nas semifinais. O Time Brasil já conquistou 3 medalhas de ouro na Playa Venao, 2 de prata e 1 de bronze no Bodyboard e no SUP Surf. Agora, a competição organizada pela Pan American Surf Association (PASA) prossegue com o Surf masculino e feminino no Panamá. A batalha pelas últimas medalhas está sendo transmitida ao vivo da Playa Venao pelo site PASASURF.org.

A carioca Chloe Calmon perdeu a sua quarta medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos da PASA nas ondas surfadas nos últimos minutos. A decisão feminina do Longboard começou com uma longa calmaria na Playa Venao. Maria Fernanda Reyes pegou uma onda no início e largou na frente com nota 4,83. Depois não entrou mais nada de ondas e a brasileira só pegou a sua primeira aos 12 minutos, dos 25 de duração da bateria. Foi uma esquerda curta, que Chloe Calmon recebeu 3,93, mas logo pegou outra e foi rápida na transição, para fazer dois Hang Five no bico do pranchão.

Os juízes deram nota 4,33 para a brasileira assumir a ponta há 10 minutos do fim. A peruana ficou precisando de 3,43 para recuperar o primeiro lugar e recebeu 3,13 na primeira tentativa. Faltando 6 minutos, Chloe Calmon acha uma direita que foi a maior onda da bateria e repetiu os Hang Five com seu estilo peculiar, ganhando 5,40. Com essa nota, abriu 4,91 de vantagem, mas Maria Fernanda Reyes pega uma esquerda boa, fica mais tempo no bico nos Hang Five e consegue a maior nota da final, 6,00.

A peruana então, abriu 5,44 de vantagem e não entrou mais ondas com potencial para isso. Chloe Calmon já tinha perdido para a peruana nas semifinais e até pegou uma no último minuto, porém era curta e Maria Fernanda Reyes festejou a vitória por 10,83 a 9,73 pontos. Foi a segunda medalha de ouro do Peru, depois a da Vania Torres no SUP Surf também derrotando uma brasileira na final, Aline Adisaka. Mas o Brasil lidera o ranking de medalhas entre os 19 países representados nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026, com 3 ouros contra 2 do Peru e 1 dos Estados Unidos, conquistada por Kevin Skvarna no Longboard.

“Estou supercontente por vencer o Pan-Americano, porque não vinha conseguindo ganhar e o Panamá me encanta. Eu pude encontrar meu surf aqui e me conectar um pouco mais com essa praia, que é superdivertida em todas as condições”, disse Maria Fernanda Reyes, que falou sobre enfrentar a brasileira. “A Chloe é uma grande competidora, tem um talento incrível e eu respeito muitíssimo a todas as meninas, porque todas têm um surf incrível. O nível do Longboard nos Pan-Americanos subiu bastante e isso é super motivador, porque mostra que o Longboard feminino está crescendo com muitos talentos novos”.

Assim como a decisão feminina, a masculina terminou em suspense pelas notas das ondas surfadas nos últimos minutos. O pentacampeão brasileiro e vice-campeão panamericano no ano passado, Carlos Bahia, foi barrado por Jonathan Melendres nas semifinais. O mexicano depois liderou toda a decisão, desde a nota 7,00 que recebeu na segunda onda que surfou. Mas no minuto final, o norte-americano Kevin Skvarna precisava de 7,07 para vencer e fez bonito na última onda. A nota demorou a ser divulgada e saiu 7,67, com Kevin Skvarna virando o placar para 12,60 a 12,00 pontos e tirando a medalha de ouro do mexicano.

TIME BRASIL 100% CLASSIFICADO NO SURF MASCULINO E FEMININO

Com o encerramento do Longboard, o Time Brasil agora luta por medalhas no surf masculino e feminino. A segunda metade da rodada inicial masculina abriu a quinta-feira na Playa Venao. O cearense Michael Rodrigues era o único que ainda não tinha estreado nos Jogos Pan-Americanos de Surf Panamá 2026. Ele competiu na 15.a e penúltima bateria e combinou os aéreos com muita força nas manobras de borda, para somar notas 6,50 e 5,67 na vitória por 12,17 pontos. O argentino Ignacio Gundensen totalizou 11,20 e avançou em segundo lugar, mandando Elder Vega, da Guatemala, para a repescagem.

Na segunda fase, Michael Rodrigues terá um desafio bem mais difícil na quinta bateria. Ele vem de vitória na primeira etapa do Surf Brasil Pro na Praia da Taíba e já fez parte da elite dos melhores surfistas do mundo. Michael vai competir contra o único peruano da história a integrar este grupo, Lucca Mesinas, além da nova promessa argentina, Thiago Passeri, e um surfista local do Panamá, Kai Gale Grani.

Na bateria seguinte, o bicampeão brasileiro de 2024 e 2025, Douglas Silva, enfrenta o colombiano Romeo Chavez, o costa-ricense Darsham Antequera e o argentino Ignacio Gundensen, que Michael Rodrigues derrotou na quinta-feira. E o vice-campeão brasileiro, Renan Pulga, abre essa segunda fase dos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026, com o chileno Reimundo Berry, o venezuelano Rafael Pereira e o nicaraguense Juan Lopez.

TIME FEMININO DO BRASIL AVANÇA COM TRÊS VITÓRIAS NA QUINTA-FEIRA

No Surf feminino, as três brasileiras já avançaram para a terceira fase na quinta-feira na Playa Venao. A campeã brasileira de 2024 e líder do Surf Brasil Pro 2026Juliana dos Santos, foi a primeira a se classificar e na onda que pegou nos últimos segundos. A cearense arriscou tudo com um ataque explosivo na junção e ganhou nota 6,17, para saltar da terceira para a primeira colocação da bateria. A canadense Ocea Green liderou toda a disputa, porém acabou eliminada pela argentina Katya Wirsch, por 10,40 a 9,60 pontos.

A também campeã brasileira Monik Santos competiu três baterias depois e também venceu, com as notas 4,83 e 4,57 das suas duas últimas ondas. A argentina Lucia Cosoleto avançou junto com a pernambucana para a terceira fase, barrando Rachel Aguero da Costa Rica e Kely Gasparovic do Panamá. E a hexacampeã brasileira, Silvana Lima, confirmou os 100% de vitórias do Time Brasil na quinta-feira, derrotando as mexicanas Ana Gonzalez Velasco, Alegria Maya Larripa e a canadense Catherine Temple.

SURF BRASIL BUSCA O TETRACAMPEONATO NA GESTÃO TECO PADARATZ

O Brasil já ganhou 8 medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026, 3 de ouro com Eder Luciano Maylla Venturim no Bodyboard e Luiz Diniz no SUP Surf, 3 de prata com Chloe Calmon no Longboard,  Maira Viana na final brasileira do Bodyboard e Aline Adisaka no SUP Surf, que teve 1 de bronze com Gabi Sztamfater e a do Carlos Bahia no Longboard. Em 5 anos da gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf, o Surf Brasil foi tricampeão nas três primeiras participações, em 2022, 2023 e 2024, já conquistando 57 medalhas, sendo 16 de ouro, 16 de prata, 18 de bronze e 7 de cobre.

O time foi completo para os Jogos Pan-Americanos de Surf da PASA esse ano e está liderando o ranking dos 19 países representados no Panamá. A equipe viajou com 22 atletas, 11 homens e 11 mulheres na lista de 6 surfistas, 4 longboarders, 4 remadores do SUP Surf e 4 no SUP Race e mais 4 no Bodyboard. O vice-presidente e diretor de esportes da Confederação Brasileira de SurfPaulo Moura, está no Panamá como chefe da equipe técnica, composta por mais dois ex-surfistas profissionais como ele, Guga Arruda e Andrea Lopes, além de Américo Pinheiro e Gabriela Willinghoefer.

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BATERIAS DO TIME BRASIL NOS JOGOS PAN-AMERICANOS DE SURF:

RESULTADOS DA QUINTA-FEIRA NO PANAMÁ:

DECISÃO DO LONGBOARD FEMININO:

Medalha de Ouro: Maria Fernanda Reyes (PER) por 10,83 pontos - notas 6,00+4,83

Medalha de Prata: Chloe Calmon (BRA) com 9,73 pontos - 5,40+4,33

SEMIFINAIS = Medalha de Bronze:

1.a: Chloe Calmon (BRA) 9.76 x 9.44 Avalon Gall (USA)

2.a: Maria Fernanda Reyes (PER) 11,43 x 10,06 Lia Diaz (CRC)

QUARTA FASE - 1.a e 2.a=Semifinais / 3.a=5.o lugar e 4.a=7.o lugar:

1.a: 1-Avalon Gall (USA)=11.53, 2-Lia Diaz (CRC)=10.43, 3-Cash Hoover (USA)=9.67

2.a: 1-Maria Fernanda Reyes (PER)=12.27, 2-Chloe Calmon (BRA)=11.26, 3-Jazmine Dean (PUR)=7.33

DECISÃO DO LONGBOARD MASCULINO:

Medalha de Ouro: Kevin Skvarna (USA) por 12,60 pontos - notas 7,67+4,93

Medalha de Prata: Jonathan Melendres (MEX) com 12,00 pontos - 7,00+5,00

SEMIFINAIS = Medalha de Bronze:

1.a: Kevin Skvarna (USA) 11,90 x 11,60 Surfiel Gil (ARG)

2.a: Jonathan Melendres (MEX) 14,63 x 12,50 Carlos Bahia (BRA)

QUARTA FASE - 1.o e 2.o=Semifinais / 3.o=5.o lugar e 4.o=7.o lugar:

1.a: 1-Surfiel Gil (ARG), 2-Carlos Bahia (BRA), 3-Julian Schweizer (URU), 4-Benoit Clemente (PER)

2.a: 1-Jonathan Melendres (MEX), 2-Kevin Skvarna (USA), 3-Dorian Torres (CRC), 4-Agustin Cedeño (PAN)

SURF MASCULINO - 1.o e 2.o=Segunda Fase / 3.o e 4.o=Repescagem:

-------Douglas Silva e Renan Pulga avançaram nas 8 baterias da quarta-feira

15.a: 1-Michael Rodrigues (BRA), 2-Ignacio Gundensen (ARG), 3-Elder Veja (GUA)

SURF FEMININO - SEGUNDA FASE – 3.a=19.o lugar e 4.a=28.o lugar:

4.a: 1-Juliana dos Santos (BRA), 2-Katya Wirsch (ARG), 3-Ocea Green (CAN), 4-Marcela Machado (URU)

7.a: 1-Monik Santos (BRA), 2-Lucia Cosoleto (ARG), 3-Rachel Aguero (CRC), 4-Kely Gasparovic (PAN)

8.a: 1-Silvana Lima (BRA), 2-Ana Gonzalez Velasco (MEX), 3-Alegria Maya Larripa (MEX), 4-Catherine Temple (CAN)

PRÓXIMAS BATERIAS DO TIME BRASIL NO PANAMÁ:

SURF MASCULINO - SEGUNDA FASE - 3.o=25.o lugar e 4.o=37.o lugar:

1.a: Renan Pulga (BRA), Juan Lopez (NCA), Reimundo Berry (CHI), Rafael Pereira (VEN)

5.a: Michael Rodrigues (BRA), Lucca Mesinas (PER), Thiago Passeri (ARG), Kai Gale Grani (PAN)

6.a: Douglas Silva (BRA), Ignacio Gundensen (ARG), Romeo Chavez (COL), Darsham Antequera (CRC)

SURF FEMININO - TERCEIRA FASE - 3.a=13.o lugar:

3.a: Juliana dos Santos (BRA), Sol Aguirre (PER), Havanna Cabrero (PUR)

5.a: Monik Santos (BRA), Arena Rodriguez (PER), Ana Gonzalez Velasco (MEX)

6.a: Silvana Lima (BRA), Dominic Barona (EQU), Lucia Cosoleto (ARG)

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SOBRE SURF BRASIL Surf Brasil é o novo nome de comunicação da Confederação Brasileira de Surf, reconhecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pela ISA (International Surfing Association), como a entidade oficial na administração de todas as atividades relacionadas aos esportes com pranchas, como definido no seu Estatuto. A Confederação foi fundada em 17 de outubro de 1998 e conta com 15 federações estaduais filiadas, que elegeram Flávio Teco Padaratz como presidente em 2022, com Paulo Moura e Brigitte Mayer de vice-presidentes.

“De surfista para surfista” é o lema do Surf Brasil, que tem como missão, descobrir novos talentos e criar novos ídolos nacionais, produzindo, chancelando e organizando o Campeonato Brasileiro de Surf, decidindo os campeões e campeãs brasileiras também das categorias de Base e do Master, de Ondas Grandes e das modalidades Longboard, Stand Up Paddle, Parasurf. O principal valor desta gestão dirigida por Teco Padaratz, é oferecer mais oportunidades para consolidar as carreiras dos atletas de todas as categorias, inclusive das profissões que gravitam em torno das competições, trazendo dignidade para toda a comunidade do surf brasileiro.