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Surf Brasil com força máxima na busca do tetra nos Jogos Pan-Americanos de Surf

O Time Brasil já garantiu três medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze na competição organizada pela PASA (Pan American Surf Association) no Panamá

30/Abr/2026 - Assessoria de Imprensa CBSurf - Panamá

Florianópolis / SC (Terça-feira, 28 de abril) - O Surf Brasil segue com força máxima na busca do tetracampeonato nos Jogos Pan-Americanos de Surf, em 5 anos da gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf. A competição organizada pela Pan American Surf Association (PASA) no Panamá, começou no sábado e na segunda-feira foram encerradas as modalidades Bodyboard e SUP Surf, com o Time Brasil conquistando 3 das 4 medalhas de ouro já disputadas na Playa Venao. As primeiras vieram no Bodyboard, com o catarinense Eder Luciano e Maylla Venturim na final capixaba com Maira Viana, que ficou com a medalha de prata. No time paulista do SUP Surf, Luiz Diniz também ganhou o ouro e Aline Adisaka a prata, com Gabi Sztamfater levando a de bronze nas semifinais.

Na terça-feira rolou Longboard e Surf feminino, com o Time Brasil 100% classificado para a segunda fase das duas modalidades no evento, que está sendo transmitido ao vivo pelo PASASURF.org. Com as 6 medalhas já garantidas nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026, o Surf Brasil atinge um incrível número de 55 medalhas conquistadas em 5 anos desde 2022, quando Teco Padaratz foi eleito presidente da entidade máxima e oficial do surf no país pela primeira vez. O Brasil foi tricampeão nas três primeiras participações, em 2022 e 2023 no Panamá e em 2024 no Peru. Já são 16 medalhas de ouro, 15 de prata, 17 de bronze, 7 de cobre e outras ainda podem vir com as fortíssimas equipes do Surf e do Longboard.

A primeira medalha de ouro foi a mais emocionante. O bodyboarder catarinense Eder Luciano já estava na praia com o primeiro lugar na bateria, quando restava menos de 2 minutos para o término. Mas, algo dentro dele dizia para voltar ao mar e retornou. Quando chegou ao outside, o chileno Moisés Silva pegou uma onda e passou à frente do brasileiro. Mas, nos últimos segundos, surgiu uma direita para Eder Luciano, que arriscou tudo com um ARS e três rolos, para confirmar a medalha de ouro por 12,90 a 11,94 pontos.

Na sequência vieram mais duas vitórias consecutivas. Maylla Venturin e Maira Viana deixaram as duas representantes dos Estados Unidos nas semifinais e repetiram a decisão verde-amarela da estreia do Bodyboard nos Jogos Pan-Americanos de Surf em 2024. O resultado também se repetiu, com Maylla Venturin conquistando a sua segunda medalha de ouro e Maira Viana ganhando a sua segunda também medalha de prata, pois no ano passado perdeu a final para a porto-riquenha Luz Marie Grande.

“Não acredito que ganhei outro título Pan-Americano hoje”, vibrou Maylla Venturin“A final foi incrível, porque já comecei com uma boa onda. Então, esperei calmamente por uma segunda onda boa e ganhei o ouro”. Enquanto o Time Brasil carregava Maylla Venturin e Maira Viana nos ombros pela Playa Venao, Luiz Diniz iniciava a final do SUP Surf destruindo a sua primeira onda. Ele liderou toda a disputa pelo ouro contra o defensor do título e derrotou o porto-riquenho Maximilian Torres por 12,50 a 8,90 pontos.

“Entrei com toda a boa energia do Time Brasil e consegui minha maior nota logo na primeira onda”, disse Luiz Diniz, que repetiu a sua primeira medalha de ouro em 2022, até então única do Brasil no SUP Surf. Ele ganhou uma medalha de prata em 2024 e foi bicampeão brasileiro em 2022 e 2025. “Eu amo competir, amo esportes, isso nos torna pessoas melhores e quero continuar motivando as pessoas de forma positiva”.

No SUP Surf feminino, a ubatubense Aline Adisaka manteve a escrita de ganhar medalhas em todas as edições dos Jogos Pan-Americanos de Surf desde 2022. Foi a segunda de prata e a outra decisão de ouro que perdeu foi para a mesma Vania Torres em 2024, com a peruana comemorando o tricampeonato na segunda-feira na Playa Venao. Além das duas pratas, Aline Adisaka ganhou medalha de bronze pelo terceiro lugar em 2022, 2023 e 2025. A outra representante do Brasil, Gabi Sztamfater, repetiu o bronze de 2024, quando Aline Adisaka também foi a vice-campeã na final contra a peruana Vania Torres.

LONGBOARD ESTREIA COM 100% DE VITÓRIAS NA PLAYA VENAO

Ainda na segunda-feira foi iniciado o Longboard masculino, com Carlos Bahia e Alexandre Escobar estreando com vitórias nos Jogos Pan-Americanos de Surf Panamá 2026. O feito foi repetido na terça-feira no Longboard feminino, que o Time Brasil defende uma hegemonia de medalhas de ouro desde 2022. A série invicta começou com o bicampeonato da Chloe Calmon em 2022 e 2023, seguido pelo título da Atalanta Batista em 2024 e da Rayane Amaral em 2025. Nesse ano, Chloe e Atalanta foram o time feminino outra vez.

A primeira a competir na terça-feira foi a pernambucana Atalanta Batista, que ganhou fácil da colombiana Margarita Conde e da uruguaia Marcela Machado, por 10,33 pontos: “Eu treinei bastante pra conseguir a melhor colocação aqui no Panamá. Eu gosto muito desse país e estou com o Time Brasil, um time de peso com todos os atletas muito bons, os treinadores e toda a equipe. Estou muito feliz em estar representando meu país mais uma vez, me sinto honrada e meus objetivos são os melhores para este evento”.

A carioca Chloe Calmon estreou no confronto seguinte e não teve dificuldades para superar a uruguaia Ines Beisso e a colombiana Nataly Acosta por 11,07 pontos. “Me encanta a Playa Venao, as ondas estão incríveis toda a semana e hoje competi na maré baixa, mas as condições estão boas para todas as modalidades”, disse Chloe Calmon, que está retornando ao Panamá depois do bicampeonato. “Eu sempre vivi pra competir, em busca de resultados e, no fim de 2023, estava esgotada mentalmente. Demorei pra entender que precisava de uma pausa e hoje vejo que foi a melhor decisão, pois agora me sinto mais feliz do que nunca competindo”.

SURF FEMININO COMEÇA COM O TIME BRASIL 100% CLASSIFICADO

Logo após o Longboard, foi iniciado o Surf feminino e as três atletas do Time Brasil também avançaram direto para a segunda fase, sem precisar passar pela repescagem. A cearense Juliana dos Santos, campeã brasileira de 2024 e líder do ranking 2026 com a vitória na primeira etapa do Surf Brasil Pro na Praia da Taíba, confirmou o favoritismo sobre a chilena Rafaella Montesi e a argentina Katya Wirsch. A nota 6,17 da terceira onda que pegou, sacramentou a tranquila vitória por 10,10 pontos.

“Estou feliz de estar aqui no Panamá pela primeira vez. E mais feliz ainda em estar junto a equipe do Brasil, todo dia trocando essa energia fantástica e tava ansiosa pra competir”, disse Juliana dos Santos“Fiquei tantos dias assistindo meus colegas de equipe competir e tava naquela ânsia de competir também, então to feliz de ter passado minha primeira bateria aqui no Panamá com uma onda muito boa. É vibrante essa energia que vem da equipe brasileira e vamo que vamo, pra cima”.

Juliana dos Santos competiu na quarta bateria e na oitava teve participação dupla e dobradinha brasileira confirmada pelas experientes Silvana Lima e Monik Santos, sobre a argentina Lucia Cosoleto. A duas vezes vice-campeã mundial e hexacampeã brasileira, Silvana Lima, já conquistou uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Surf em 2023 no Panamá e ficou com a prata na final de 2024 no Peru, com a peruana Melanie Giunta. Nesse ano de 2024, Juliana dos Santos foi bronze e a carioca Julia Duarte levou a de cobre.

“Estou feliz de estar aqui fazendo o que eu mais gosto, que é competir. Mais um ano aqui no Panamá, tem umas ondinhas, dá pra se divertir e estou super amarradona de ter passado”, disse Silvana Lima“Estou bem e graças a Deus, sem problema nenhum nos joelhos que tanto me atrapalhava nas competições. Estou tranquila, feliz, bem de cabeça e a prancha tá mágica. A equipe do Basil aqui tá me dando um suporte maravilhoso, então a gente está preparada pra mostrar nosso melhor e se divertir também”.

TIME DO SURF MASCULINO ESTREIA NESTA QUARTA-FEIRA NO PANAMÁ

Nesta quarta-feira será a vez do time masculino de surf estrear nos Jogos Pan-Americanos de Surf Panamá 2026, contra adversários da Argentina e da Guatemala na Playa Venao. O vice-campeão brasileiro do ano passado, Renan Pulga, está na segunda bateria com o argentino Joaquim Munoz e Cristian Calderon, da Guatemala. O bicampeão brasileiro em 2024 e 2025, Douglas Silva, entra na sexta com o argentino Thiago Passeri e Carlos Escobar. E na 15.a e penúltima bateria, o campeão da primeira etapa do Surf Brasil Pro 2026 no Ceará, Michael Rodrigues, enfrenta Ignacio Gundesen e Elder Vega, da Guatemala.  

O Time Brasil está completo nos Jogos Pan-Americanos de Surf da PASA esse ano com 22 atletas, sendo 11 homens e 11 mulheres na lista de 6 surfistas, 4 longboarders, 4 remadores do Stand UP Paddle na modalidade SUP Surf e 4 no SUP Race e mais 4 no Bodyboard. O vice-presidente e diretor de esportes da Confederação Brasileira de SurfPaulo Moura, está no Panamá como chefe da equipe técnica, composta por mais dois ex-surfistas profissionais como ele, Guga Arruda e Andrea Lopes, além de Américo Pinheiro e Gabriela Willinghoefer.

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BATERIAS DO TIME BRASIL NOS JOGOS PAN-AMERICANOS DE SURF:

PRÓXIMAS BATERIAS DO TIME BRASIL NO PANAMÁ:

SURF MASCULINO - PRIMEIRA FASE:

3.a: Renan Pulga (BRA), Joaquin Munoz (ARG), Cristian Calderon (GUA)

6.a: Douglas Silva (BRA), Thiago Passeri (ARG), Carlos Escobar (GUA)

15.a: Michael Rodrigues (BRA), Ignacio Gundesen (ARG), Elder Veja (GUA)

SURF FEMININO - SEGUNDA FASE:

4.a: Juliana dos Santos (BRA), Ocea Green (CAN), Katya Wirsch (ARG), Marcela Machado (URU)

7.a: Monik Santos (BRA), Rachel Aguero (CRC), Lucia Cosoleto (ARG), Kely Gasparovic (PAN)

8.a: Silvana Lima (BRA), Ana Gonzalez Velasco (MEX), Alegria Maya Larripa (MEX), Catherine Temple (CAN)

LONGBOARD FEMININO - SEGUNDA FASE:

4.a: Atalanta Batista (BRA), Maria Fernanda Reyes (PER), Amparo Errecalde (ARG), Samantha Wilson (CHI)

5.a: Chloe Calmon (BRA), Layla Brady (PAN), Nataly Acosta (COL), Claudia Hinostroza (PER)

LONGBOARD MASCULINO - SEGUNDA FASE:

5.a: Carlos Bahia (BRA), Agustin Cedeño (PAN), Amado Alvarado (ESA), Carlos Escobar (GUA)

7.a: Alexandre Escobar (BRA), José Antepaz (VEN), Dorian Torres (CRC), Felipe Avendaño (NCA)

RESULTADOS DA TERÇA-FEIRA NO PANAMÁ:

LONGBOARD FEMININO - PRIMEIRA FASE:

4.a: 1-Atalanta Batista (BRA), 2-Margarita Conde (COL), 3-Marcela Machado (URU)

5.a: 1-Chloe Calmon (BRA), 2-Ines Beisso (URU), 3-Nataly Acosta (COL)

SURF FEMININO - PRIMEIRA FASE:

4.a: 1-Juliana dos Santos (BRA), 2-Rafaella Montesi (CHI), 3-Katya Wirsch (ARG)

8.a: 1-Silvana Lima (BRA)2-Monik Santos (BRA), 3-Lucia Cosoleto (ARG)

RESULTADOS DA SEGUNDA-FEIRA NO PANAMÁ:

FINAL DO BODYBOARD MASCULINO:

Ouro: Eder Luciano (BRA) por 12,90 pontos (notas 7,10+5,80)

Prata: Moises Silva (CHI) com 11,94 pontos (6,67+5,27)

5.o lugar: Sócrates Santana (BRA) na quarta fase

FINAL DO BODYBOARD FEMININO:

Ouro: Maylla Venturim (BRA) por 11,57 pontos (notas 6,17+5,40)

Prata: Maira Viana (BRA) com 9,93 pontos (5,43+4,50)

FINAL DO SUP SURF MASCULINO:

Ouro: Luiz Diniz (BRA) por 12,50 pontos (notas 7,00+5,50)

Prata: Maximilian Torres (PUR) com 8,90 pontos (4,83+4,07)

10.o lugar: Leo Gimenes (BRA) na terceira fase

FINAL DO SUP SURF FEMININO:

Ouro: Vania Torres (PER) por 10,10 pontos (notas 7,17+2,93)

Prata: Aline Adisaka (BRA) com 8,50 pontos (5,00+3,50)

Bronze nas semifinais: Gabriela Sztamfater (BRA) 11,50 x 12,33 Vania Torres (PER)

LONGBOARD MASCULINO - PRIMEIRA FASE:

9.a: 1-Carlos Bahia (BRA), 2-Tony Silvagni (USA), 3-Carlos Escobar (GUA)

10.a: 1-Alexandre Escobar (BRA), 2-Jean Laurence Vachon (CAN), 3-Eder Luiz Peinado (COL)

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SOBRE SURF BRASIL Surf Brasil é o novo nome de comunicação da Confederação Brasileira de Surf, reconhecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pela ISA (International Surfing Association), como a entidade oficial na administração de todas as atividades relacionadas aos esportes com pranchas, como definido no seu Estatuto. A Confederação foi fundada em 17 de outubro de 1998 e conta com 15 federações estaduais filiadas, que elegeram Flávio Teco Padaratz como presidente em 2022, com Paulo Moura e Brigitte Mayer de vice-presidentes.

“De surfista para surfista” é o lema do Surf Brasil, que tem como missão, descobrir novos talentos e criar novos ídolos nacionais, produzindo, chancelando e organizando o Campeonato Brasileiro de Surf, decidindo os campeões e campeãs brasileiras também das categorias de Base e do Master, de Ondas Grandes e das modalidades Longboard, Stand Up Paddle, Parasurf. O principal valor desta gestão dirigida por Teco Padaratz, é oferecer mais oportunidades para consolidar as carreiras dos atletas de todas as categorias, inclusive das profissões que gravitam em torno das competições, trazendo dignidade para toda a comunidade do surf brasileiro.