Seleção Brasileira do Surf Brasil vai buscar as primeiras vagas nas Olimpíadas 2028 no Peru
Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel formam o time que disputa o ISA World Surfing Games 2026 nas ondas de Punta Rocas
05/Nov/2026 - Assessoria de Imprensa CBSurf - PeruFLORIANÓPOLIS / SC (Quinta-feira, 5 de novembro) - A Seleção Brasileira do Surf Brasil vai forte para buscar as duas primeiras vagas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, que serão disputadas no Peru. Os campeões mundiais Yago Dora e Italo Ferreira, primeiro campeão olímpico de surf da história, encabeçam o time completado por Miguel Pupo, Luana Silva, Tainá Hinckel e Laura Raupp, que vai participar do ISA World Surfing Games 2026 nas ondas de Punta Rocas e El Bosque. A estreia do ciclo olímpico do surf, começa nesta sexta-feira com a cerimônia de abertura e vai até o dia 15 novembro, com transmissão ao vivo pelo ISASurf.org.
As medalhas do surf nas Olimpíadas, serão disputadas entre os dias 15 e 23 de julho de 2028 em Lower Trestles, na Califórnia, onde Miguel Pupo ganhou a etapa do CT 2026. O atual campeão mundial, Yago Dora, está liderando o ranking da Liga, Italo Ferreira é o terceiro colocado e Miguel está na quinta posição. Os três e Luana Silva, que ocupa o sétimo lugar, vêm direto da etapa das Filipinas e estão na briga pelos títulos mundiais, que serão decididos em Pipeline. Luana e Tainá Hinckel participaram dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 no Taiti e Laura Raupp entrou no time por ter sido a campeã brasileira de 2025.
A Confederação Brasileira de Surf (Surf Brasil) é reconhecida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e pela International Surfing Association (ISA), responsável pela entrada do esporte nos Jogos Olímpicos, como a entidade oficial na administração do surf no país. Na gestão do presidente Teco Padaratz, iniciada em 2022, a Seleção Brasileira conquistou o título mundial no ISA World Surfing Games 2024 em Porto Rico e ganhou as duas vagas extras para as Olimpíadas da França, com Yago Dora, Luana Silva e Tainá Hinckel no time.
Gabriel Medina foi o campeão na final masculina e Tatiana Weston-Webb ficou em segundo na feminina. Os dois também ganharam medalhas nos Jogos de Paris 2024 nos tubos de Teahupoo, de Bronze e de Prata, respectivamente. A única medalha de Ouro do Brasil foi a do primeiro campeão olímpico da história do surf, Italo Ferreira, nos Jogos de Tóquio 2020, disputados em 2021 por causa da pandemia.
No Japão, Gabriel Medina também ficou nas semifinais, mas perdeu a disputa pela medalha de bronze para o australiano Owen Wright. Italo e Medina também garantiram o último título da Seleção Brasileira no ISA World Surfing Games antes de 2024. Foi no Japão em 2019, com o campeão olímpico ganhando a medalha de Ouro com uma nota 10 e o tricampeão mundial levando a de Bronze pelo terceiro lugar na final em Miyazaki.
Agora, o ISA World Surfing Games abre o ciclo olímpico para os Jogos de Los Angeles 2028, colocando em disputa as duas vagas extras para a melhor equipe masculina e para o time feminino que for campeão no Peru. Essas vagas são do país e não de quem vencer a medalha de Ouro individual nas duas categorias. Normalmente, cada país participa das Olímpiadas com até 2 surfistas em cada gênero, mas pode ter 3 no máximo, se conseguir a vaga extra por equipe nos Jogos Mundiais da ISA de 2026 e de 2027.
QUATRO NÍVEIS DE HIERARQUIA DE CLASSIFICAÇÃO PARA OS JOGOS DE LOS ANGELES 2028
Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o Time Brasil foi o único que competiu com o máximo de três atletas no masculino e três no feminino, pois ganhou os dois títulos por equipes no ISA World Games 2024 em Porto Rico. Para o Brasil, a linha de classificação tem quatro níveis de hierarquia. O primeiro é o do Championship Tour de 2028, com o ranking no período entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028, indicando 8 homens e 8 mulheres, mas apenas 1 de cada país por gênero, ou seja, 1 do masculino e 1 do feminino.
O segundo nível de hierarquia do ciclo olímpico estabelecido pela International Surfing Association (ISA) é o ISA World Surfing Games 2028, que classificará 7 homens e 7 mulheres também com o limite de apenas 1 de cada país. Ou seja, se tiverem 2 elegíveis do mesmo país, a vaga fica com quem conquistar a melhor colocação. Nesses dois níveis, o Time Brasil poderá ter 2 surfistas na categoria masculina e 2 na feminina, sendo 1 entrando pelo ranking do CT 2028 e 1 pelo ISA Games 2028.
O terceiro nível de hierarquia é o da batalha pelas vagas extras nos ISA Surfing Games de 2026 e de 2027. E o quarto caminho é os Jogos Pan-Americanos de 2027 nas mesmas ondas de Punta Rocas, palco da estreia do ciclo olímpico para 2028 no Peru. Somente o campeão e a campeã panamericanos já garantem seus nomes para os Jogos de Los Angeles, mas dispensam essa vaga se entrarem pelo ranking do CT e/ou pelo ISA Games 2028. Isto porque essas duas linhas de classificação são superiores à do Pan-Americano.
A única possibilidade do Time Brasil ou qualquer outro país, ter três surfistas em cada gênero nos Jogos de Los Angeles 2028, é ganhar o título de melhor equipe no ISA Surfing Games de 2026 ou de 2027. Pode até conquistar uma vaga extra no masculino em 2026, por exemplo, depois conseguir a do feminino em 2027, ou vice-e-versa. Importante reforçar que a vaga desse título por equipes é do país e não do atleta. No Brasil, ficará para o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Surf Brasil decidirem quem será convocado.
ISA WORLD SURFING GAMES É O PRINCIPAL CAMINHO PARA AS OLIMPÍADAS
Ordem hierárquica da qualificação para os Jogos de Los Angeles 2028:
1)- 16 vagas pelo CT de 2028: 8 homens e 8 mulheres indicados pelo ranking no período de 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028, sendo apenas 1 de cada país por gênero
2)- 14 vagas no ISA World Surfing Games 2028: classifica 7 homens e 7 mulheres sendo 1 de cada país
3)- ISA World Surfing Games 2026 e 2027: 1 vaga masculina e 1 feminina para o país que vencer o título de melhor equipe no ISA Games de 2026 e 1 homem e 1 mulher para as equipes campeãs de 2027
4)- ISA World Surfing Games 2027: 1 homem e 1 mulher da África e 1 homem e 1 mulher da Oceania concedida aos atletas destes continentes mais bem colocados que ficarem entre os 25 melhores
5)- Jogos Asiáticos de 2026: 1 homem e 1 mulher e já foi vencido por Kanoa Igarashi e Mirai Ikeda
6)- Jogos Pan-Americanos de 2027: classifica 1 homem e 1 mulher
7)- Campeonato Europeu de 2027: classifica 1 homem e 1 mulher
8)- País anfitrião: 1 homem e 1 mulher dos EUA se o limite de 3 vagas por país não for preenchido nos critérios anteriores
9)- Vagas de Universalidade: 1 homem e 1 mulher para nações subdesenvolvidas no surf que se inscreverem no ISA Games de 2027 ou 2028, mas os atletas precisam ficar entre os 40 melhores
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SOBRE SURF BRASIL- Surf Brasil é o novo nome de comunicação da Confederação Brasileira de Surf, reconhecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pela ISA (International Surfing Association), como a entidade oficial na administração de todas as atividades relacionadas aos esportes com pranchas, como definido no seu Estatuto. A Confederação foi fundada em 17 de outubro de 1998 e conta com 15 federações estaduais filiadas, que elegeram Flávio Teco Padaratz como presidente em 2022, com Paulo Moura e Brigitte Mayer de vice-presidentes.
“De surfista para surfista” é o lema do Surf Brasil, que tem como missão, descobrir novos talentos e criar novos ídolos nacionais, produzindo, chancelando e organizando o Campeonato Brasileiro de Surf, decidindo os campeões e campeãs brasileiras também das categorias de Base e do Master, de Ondas Grandes e das modalidades Longboard, Stand Up Paddle, Parasurf. O principal valor desta gestão dirigida por Teco Padaratz, é oferecer mais oportunidades para consolidar as carreiras dos atletas de todas as categorias, inclusive das profissões que gravitam em torno das competições, trazendo dignidade para toda a comunidade do surf brasileiro.