Erin Brooks e Seth Moniz vencem o Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA
Virada incrível leva Erin Brooks, de 19 anos, à sua primeira vitória como membro do CT; Seth Moniz entrega a melhor performance da carreira e conquista o tão esperado título inaugural
14/Ago/2026 - WSL - Teahupoo - Tahiti - Polinésia FrancesaTEAHUPO'O, Taiti, Polinésia Francesa (quinta-feira, 13 de agosto de 2026) - Erin Brooks (CAN) e Seth Moniz (HAV) venceram nesta quinta-feira o Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA, a 7ª etapa do Championship Tour (CT) 2026 da World Surf League (WSL). Tubos ocos e limpos, na faixa de 1,2 a 1,8 metro, receberam os competidores no dia decisivo e prepararam o palco para um dia sensacional de surfe. Vários confrontos apertados resultaram na primeira vitória de Brooks como integrante do Tour, que derrotou a estreante do CT em 2026 Anat Lelior (ISR), e no tão esperado título inaugural de Moniz, um veterano do circuito que acertou as contas com o amigo de infância Griffin Colapinto (EUA) na final.
Virada incrível leva Brooks, de 19 anos, à primeira vitória como membro do CT
Confirmando o título que conquistou como wildcard no Fiji Pro de 2024 agora com a primeira vitória no CT como membro em tempo integral do Tour, Erin Brooks (CAN) colocou seu nome na prestigiada lista de campeãs do Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA. A canadense, no segundo ano de CT, deu a volta por cima em uma temporada complicada, na qual não tinha conseguido chegar às fases finais até hoje. Subindo sete posições no ranking e chegando ao 11º lugar, antes mesmo do evento onde encontrou sua vitória inaugural, Brooks está agora em posição privilegiada para seguir escalando no restante da temporada. Depois de vencer Tya Zebrowski (FRA) na primeira fase e de derrotar a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) ontem, Brooks começou o dia passando pela atual campeã do evento e campeã mundial em título Molly Picklum (AUS). Um festival de tubos dividido com a grande amiga Isabella Nichols (AUS) nas semifinais rendeu a Brooks um 9,00 (de um total possível de 10), a maior nota em uma única onda entre as mulheres, empatada, antes de sua vitória sobre a estreante do CT Anat Lelior (ISR) na final entregar o maior somatório de bateria do dia, 17,20 (de um total possível de 20).
"Estou muito grata a Deus por mandar minhas ondas, porque eu honestamente achei que estava fora. Fiquei em combo bem cedo, sabia que tinha tempo, mas é muito difícil pegar ondas boas e isso me deixou nervosa", disse Brooks. "Fazia tanto tempo que eu não vencia, então é uma sensação muito boa. A temporada foi muito difícil. Eu meio que caía na segunda fase de todo evento, então conseguir uma vitória me dá muito mais confiança, porque eu já estava quase duvidando de mim mesma. As meninas melhoraram muito e eu estava bem pra baixo com meus resultados. Mas estou feliz com essa."
Foi um festival de tubos histórico na final feminina, disputada só por goofy-footers. Brooks e Lelior trocaram tubos limpos na abertura, e a israelense saiu na frente com um 6,33 contra 5,67 da canadense. Lelior então encaixou numa seção bem mais funda e pesada, passou por cima da espuma, saiu do tubo e cravou sua primeira nota excelente do evento, um 8,33. Brooks respondeu com um tubo um pouco mais fundo que o de abertura, somando um 6,03 à sua linha, antes de Lelior melhorar sua nota de reserva para um segundo tubo excelente de 8,00 e jogar Brooks para um combo pesado na metade dos 40 minutos de final. Finalmente encaixando a onda que esperava aos 17 minutos, Brooks segurou uma cavada estilosa para entrar num tubo cavado e responder com um 8,27. Logo veio um 8,93 depois que Brooks saiu de um tubo bem mais longo e traiçoeiro, deixando Lelior precisando de um 8,88, que ela não conseguiu encontrar apesar de se jogar em todas as oportunidades restantes.
Moniz entrega a melhor performance da carreira e conquista o tão esperado título inaugural
Seth Moniz (HAV) enfim realizou um sonho que estava sendo construído há muito tempo, vencendo seu primeiro evento no CT na sétima temporada no Tour. Antes tendo empatado seu melhor resultado ao terminar como vice do 11 vezes campeão mundial Kelly Slater (EUA) durante a mais recente vitória de Slater em Pipeline, em 2022, Moniz encontrou sua vitória decisiva bem na hora que mais precisava. Amargando a parte de baixo do ranking a temporada inteira, a vitória disparou Moniz 12 posições para cima no ranking, chegando ao 19º lugar. O havaiano de 28 anos teve que batalhar contra, sem dúvida, a chave mais difícil do evento, desde a primeira fase, para verdadeiramente merecer o título. Um dos maiores nomes de Teahupo'o, Eimeo Czermak (PYF), foi a primeira vítima do domínio de Moniz nos tubos, seguido pelo campeão mundial em título Yago Dora (BRA) e pelos especialistas em tubo Barron Mamiya (HAV) e Alan Cleland (MEX). Moniz então encerrou a caminhada do atual número 1 do mundo Italo Ferreira (BRA) nas semifinais, antes de derrotar seu amigo de infância Griffin Colapinto (EUA) na final. Recém-casado e com um bebê a caminho, Moniz alcançou uma grande virada de momento na carreira em 2026.
"Eu esperei tanto tempo por isso", disse Moniz. "A gente coloca muito nisso, sabe? O surfe é um esporte muito difícil, e só um cara vence a cada vez. Coloquei tanto trabalho nisso, e finalmente valeu a pena. Meu celular estava no barco, e eu ouvi ele tocando antes da final, então acho que [minha família] deve estar surtando. Espero que meus pais não estejam tendo um infarto. Essa semana inteira foi surreal. Esse momento maluco toda vez, essa sintonia perfeita com o mar. Juro por Deus, ele estava lá em cima olhando por mim e mandando as ondas. Ainda não caiu a ficha, honestamente. É uma sensação estranha."
A longa espera pela primeira onda da final fez Colapinto atacar primeiro. Aquele número pequeno logo foi substituído por um 7,67 e um 5,67, dando ao californiano uma vantagem inicial. Uma saída em falso de Moniz foi seguida por um tubo bem conduzido, mais pesado que qualquer um que Colapinto tinha conseguido encontrar, entregando a primeira nota excelente da final, um 8,50. Moniz logo assumiu a liderança com um 6,33 na sequência, antes de encaixar num tubo maior, mais fundo e com mais linha que rendeu um 9,07 e deixou Colapinto precisando de um quase perfeito 9,90. A saída de Moniz o levou direto para o meio de uma multidão de apoiadores que assistia, e que o encheu de água em comemoração. Ainda não satisfeito, o havaiano fechou a final com um 9,10 ainda melhor, para o maior somatório de bateria do dia, e recorde pessoal de Moniz, de 18,10. A vitória de Moniz empatou a rivalidade direta com Colapinto, que o havia derrotado pela última vez a caminho de sua mais recente vitória no Fiji Pro de 2024.
"Faz muito tempo desde aquela final com o Kelly [Slater], e por melhor que aquilo tenha parecido, eu fiquei em segundo. Depois do evento eu fiquei bem pra baixo. É muito difícil fazer uma final nesse Tour. São tantos caras cascudos pra passar, então estou eufórico, e feliz por ter tirado esse peso das costas", continuou Moniz. "Foi um ano difícil. Esse Tour é duro, todo mundo é muito bom, e eu já estive nessa mesma posição antes, encurralado. Mas acho que quando entro nessas situações complicadas e realmente preciso me superar, de algum jeito eu consigo. Essa semana inteira eu senti que ia conseguir essa vitória. Toda manhã que eu acordava eu tinha aquele frio na barriga e aquela sensação. Agora está caindo a ficha. Eu consegui. Eu venci. Eu bati seis surfistas insanos. E ainda encontrar o Griff [Colapinto] na final; as finais em que eu estive foram com pessoas que significam muito pra mim. Depois que venci o Yago [Dora] eu vi o Griff estacionando o jet ski dele, encostei, tomamos uma cerveja, e ele: 'Te vejo na final, estamos em lados opostos da chave.' A gente já disse isso muitas vezes na nossa vida no Tour, e ver acontecer de verdade é insano."
Foto: Anat Lelior (ISR) surfando na final do Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA 2026. Crédito: WSL / Matt Dunbar
Anat Lelior segue desafiando as expectativas e garante um vice-campeonato histórico
Mantendo o histórico de toda a carreira de desafiar expectativas, Anat Lelior (ISR) conquistou seu maior resultado até aqui ao terminar como vice neste evento. Já a primeira surfista de seu país a se classificar tanto para o CT quanto para os Jogos Olímpicos, Lelior mais uma vez colocou seu nome nos livros de história com a primeira final de CT de Israel. Agora no 14º lugar do ranking, a israelense de 26 anos se colocou fundo na briga pela honra de Novata do Ano. Batalhando por uma jornada dura até a final, Lelior derrubou a três vezes vice-campeã mundial Sally Fitzgibbons (AUS), a número 1 do mundo Gabriela Bryan (HAV) e a letal wildcard local Kelia Gallina (PYF) ao longo do evento, além da também novata Yolanda Hopkins (POR) nas semifinais.
"Parece irreal estar aqui em cima", disse Lelior. "Tudo o que eu falei sobre o Taiti é verdade. As montanhas, a comunidade, eu sinto isso, eu valorizo, e meu coração está com vocês. Obrigada por me devolverem isso. Colocar a Erin Brooks em combo, eu posso ter 26 e ela 19, mas ela é uma lenda. Então aqueles 10 ou 15 minutos deixando ela em combo foram bons. Mas eu ouvi o Strider [Wasilewski] no canal dizendo 'O trabalho ainda não acabou', e ele estava definitivamente certo. Isso mexeu comigo. Tudo bem, é minha primeira final, então tenho muito a aprender. Estou faminta por mais."
Segundo lugar leva o vice-campeão mundial de 2025 Griffin Colapinto ao Top 10
Aparecendo em sua segunda final de Tahiti Pro em duas temporadas, Griffin Colapinto (EUA) garantiu seu melhor resultado do ano com o vice-campeonato. Exibindo uma demonstração fenomenal de surfe de tubo de outro nível ao longo do evento, incluindo o segundo 10 perfeito da temporada e o maior somatório de bateria do ano, de 19,60, Colapinto colocou seu nome nos livros de história de Teahupo'o. O resultado faz o vice-campeão mundial de 2025 subir quatro posições no ranking e entrar no Top 10, no 8º lugar.
"É maluco a forma como tudo se desenrolou pra ter eu e o Seth [Moniz] juntos na final, isso é um sonho realizado", disse Colapinto. "Eu e o Seth somos melhores amigos desde os 10 anos, crescemos fazendo o Billabong Bloodlines, ficando nessa casa aqui, vindo pra cá desde os 14, e sempre sonhando em estar nessa posição. A primeira vitória do Seth num evento, estou tão orgulhoso dele, tão feliz por ele. Se eu tivesse ganhado, eu teria ficado meio mal pelo Seth, então foi essa batalha interna estranha pela qual eu estava passando. Acho que isso me pegou e eu cometi alguns erros, e o Seth acabou vencendo. É algo sobre o que eu vou ter que refletir e descobrir como lidar com surfar contra melhores amigos. É bem desafiador."
Performance de respeito iguala o melhor resultado de Boukhiam no CT
Ramzi Boukhiam (MAR) superou o somatório de duas ondas de sua memorável vitória sobre o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater (EUA) nas quartas de final do Tahiti Pro de 2024 com o maior somatório de bateria da carreira, um excelente 17,74. Com uma nota de 9,57 em uma única onda, também a maior do dia, por um tubo fundo do qual ele saiu depois do cuspe, o marroquino deixou George Pittar (AUS) em um enorme combo e garantiu seu melhor resultado no CT, empatado, com uma vaga nas semifinais.
"Aquilo foi muito insano, peguei tantos tubos. Podia ter tido outro 9,50", disse Boukhiam. "A bateria anterior foi bem lenta, então eu estava um pouco preocupado, mas ligou na minha bateria. Estou muito feliz. Aquele 9,50 foi óbvio, tinha aquela pequena curva perfeita pra oeste na laje de dentro com a entradinha sul. Foi uma onda dos sonhos. Eu tento dropar bem fundo pra ganhar um grande impulso e conseguir controlar minha velocidade lá dentro e vir de trás. Senti um vento, minha prancha levantou, e eu soube que a velocidade estava vindo pra me empurrar pra fora."
Resultados da final feminina do Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA:
1 - Erin Brooks (CAN) 17,20
2 - Anat Lelior (ISR) 16,33
Resultados da final masculina do Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA:
1 - Seth Moniz (HAV) 18,17
2 - Griffin Colapinto (EUA) 14,67
Resultados das semifinais femininas do Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA:
Bateria 1: Erin Brooks (CAN) 15,10 DER. Isabella Nichols (AUS) 11,17
Bateria 2: Anat Lelior (ISR) 12,50 DER. Yolanda Hopkins (POR) 3,43
Resultados das semifinais masculinas do Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA:
Bateria 1: Seth Moniz (HAV) 15,76 DER. Italo Ferreira (BRA) 13,83
Bateria 2: Griffin Colapinto (EUA) 15,40 DER. Ramzi Boukhiam (MAR) 8,37
Resultados das quartas de final femininas do Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA:
Bateria 1: Erin Brooks (CAN) 13,50 DER. Molly Picklum (AUS) 3,27
Bateria 2: Isabella Nichols (AUS) 7,83 DER. Nadia Erostarbe (ESP) 7,26
Bateria 3: Anat Lelior (ISR) 9,50 DER. Kelia Gallina (PYF) 6,53
Bateria 4: Yolanda Hopkins (POR) 12,33 DER. Caitlin Simmers (EUA) 6,90
Resultados das quartas de final masculinas do Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA:
Bateria 1: Seth Moniz (HAV) 13,66 DER. Alan Cleland (MEX) 1,50
Bateria 2: Italo Ferreira (BRA) 15,50 DER. Ethan Ewing (AUS) 11,94
Bateria 3: Ramzi Boukhiam (MAR) 17,74 DER. George Pittar (AUS) 8,84
Bateria 4: Griffin Colapinto (EUA) 11,83 DER. Jack Robinson (AUS) 11,50
Próxima etapa: Fiji Pro Apresentado por Corona Cero
A próxima etapa do CT 2026 da WSL será o Fiji Pro Apresentado por Corona Cero, que tem período de disputa de 25 de agosto a 4 de setembro de 2026. A competição será transmitida AO VIVO no WorldSurfLeague.com e no app gratuito da WSL. Confira também outras formas de assistir pelos parceiros de transmissão da WSL.
O Outerknown Tahiti Pro Apresentado por I-SEA tem o orgulhoso apoio de Outerknown, Governo do Taiti, I-SEA, RED BULL, TRUE SURF, SURFLINE, SURFRIDER, YETI, mophie, Vini, Air Tahiti Nui, Banque De Tahiti, Yamaha e Polynesia 1.
Sobre a WSL
A World Surf League (WSL) é a casa global do surfe competitivo, coroando campeões mundiais desde 1976 e exibindo o melhor surfe do planeta. A WSL supervisiona o cenário competitivo global do surfe e estabelece o padrão de performance de elite no campo de jogo mais dinâmico de todos os esportes. Com um firme compromisso com seus valores, a WSL prioriza a proteção do oceano, a igualdade e a rica herança do esporte, ao mesmo tempo em que defende a evolução e a inovação.
Sobre a Outerknown
Em 2015, o surfista profissional Kelly Slater e o diretor criativo John Moore lançaram a Outerknown com uma missão pioneira de liderar uma revolução no vestuário sustentável. Guiada pelo princípio de sempre fazer a escolha mais responsável, mesmo quando esse é o caminho mais desafiador, a Outerknown inspirou mudanças no setor por meio da transparência em seus processos e de um compromisso inabalável com práticas responsáveis de sourcing e com o bem-estar de todos com quem trabalham, do agricultor ao cliente. A Outerknown cria peças de vestuário elevadas e duradouras usando os materiais de mais alta qualidade e mais sustentáveis, resultando em 99% da linha sendo feita com fibras orgânicas, Regenerative Organic Certified®, recicladas ou regeneradas. Hoje, a Outerknown opera sete lojas físicas nos EUA, uma loja online e a Outerworn, sua plataforma de revenda que mantém as roupas em circularidade em vez de irem para o aterro.