Danilo Couto é finalista em três categorias do XXL

Fabio Maradei

Big rider brasileiro representará o país pela quinta vez no prêmio

Pela quinta vez, o big rider brasileiro, Danilo Couto, da equipe O’Neill, representará o País no principal prêmio em ondas grandes, o Billabong XXL Global Big Wave Awards, consolidando o seu nome entre os grandes do Mundo. O atleta baiano, radicado no Havaí, é finalista e aparece como favorito em nada menos que três categorias, a "Ride of the Year" (A Onda do Ano), "Monster Paddle" (Maior Onda na Remada) e "Best Performance" (Melhor Performance na Temporada), com a onda surfada – na remada – em Jaws, de cerca de 60 pés, considerada a maior onda surfada com êxito no emblemático pico havaiano na temporada 2010/11.

As indicações foram divulgadas na noite desta quarta-feira (dia 30), no site oficial do conceituado prêmio. A cerimônia de premiação será no dia 29 de abril, no Anaheim Teatro, na Califórnia (EUA). Danilo aparece como destaque, sobretudo por sua habilidade no surf na remada, em seu drop de tirar o fôlego em Jaws. Suas chances são reais em todas as categorias, porém a mais cobiçada delas é da Onda do Ano, premiando o vencedor com 50 mil dólares, justamente aquela em que seu favoritismo é maior.

Esta é a quinta edição em que o atleta disputa o concurso com maior premiação e prestígio no universo das ondas grandes. Em 2004, concorreu na categoria maior onda (Jaws). No ano seguinte, tubo do ano (Jaws, primeiro tubo surfado com êxito de backside). Em 2007 disputou na categoria Melhor Performance (entre outras atuações, um tubo histórico em Pipeline, remada em Jaws e surfou o swell histórico em Puerto Escondido, México). Já na temporada passada foi novamente finalista na categoria Maior Onda (Jaws).

Este ano, Danilo fez história com a que pode ter sido a maior e mais bem surfada onda no braço em Jaws, na Ilha de Maui, no Havaí, usando uma prancha Jorge Vicente 10’6, feita no Havai, especialmente para ondas extremamente grandes. O fato é que a onda é considerada tão dificil, que até então só havia sido surfada em dias grandes - por mais de 15 anos - em town-in (surf rebocado) e este feito colocou um ponto final nesta concepção.

A massa de água foi estimada em mais de 60 pés, ou 18 metros, o que equivale a altura de um edifício de seis andares. E nisso tudo, ele buscou o tubo e surfou na parte mais crítica, com alto grau de dificuldade. Uma onda tão histórica quanto a de Greg Noll, em 1969, em Makaha, de Brock Little, em 90, em Waimea, e a sessão de Mavericks em fevereiro de 2010.

As indicações no Billabong XXL também o credenciam ao Prêmio Fluir/Waves, nas categorias Melhor Surfista e Melhor Big Rider. Em 2010, o surfista garantiu grandes apresentações. Começou com uma sessão na remada em Jaws. Depois, Todos os Santos e Teahupoo. No Chile surfou ondas geladas em matéria para a Fluir. Também houve a sessão histórica na Ilha Mãe (pela primeira vez o Brasil teve uma onda surfada em território nacional inscrita no concurso). Também perseguiu um swell gigante em Fiji.

NO BRASIL – Passando por um grande momento na carreira, Danilo Couto também aparece bem para o Prêmio Fluir/Waves, que escolhe o surfista brasileiro com maior destaque no ano. O prêmio é votado pelos internautas pelo site da revista. "Após o anúncio dos finalistas no Billabong XXL, vou ainda mais confiante à cerimônia. O que vier é lucro, fiz o meu papel, explorei território novo e abri portas. Receber o prêmio seria um bônus", ressalta Danilo Couto.

Aos 36 anos de idade, Danilo Couto nasceu em Salvador, na Bahia, e aprendeu a surfar na praia do Barravento, em 1985. Desde dezembro de 96, adotou o North Shore da ilha de Oahu, no Havai, como moradia. “Vim para cá, sem imaginar em me tornar big rider. Experimentei e gostei”, simplifica Danilo, como seu o seu ofício fosse algo fácil.

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