CT retorna a Cloudbreak para o Fiji Pro apresentado por Corona Cero
As esquerdas lendárias de Cloudbreak esperam pela elite mundial, com atletas abalando o ranking e wildcards colocando ainda mais fogo no line-up da etapa fijiana
19/Ago/2026 - WSL - Ilhas FijiCLOUDBREAK, Fiji (quarta-feira, 19 de agosto de 2026) – A temporada 2026 do Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL) segue sua trajetória pelo Oceano Pacífico Sul com a etapa nº 8, o Fiji Pro apresentado por Corona Cero. Rolando de 25 de agosto a 4 de setembro no paraíso tropical de Fiji, na principal esquerda da nação insular, Cloudbreak, o evento marca a primeira vez que o pelotão completo do Tour visita o pico desde 2017. Carregando o embalo das performances alucinantes que rolaram no Taiti, a previsão de longo prazo traz a possibilidade de um swell poderoso acendendo o Fiji Pro, enquanto os azarões da temporada buscam seguir virando o ranking de cabeça para baixo.
Amplamente considerada uma das melhores ondas do planeta, Cloudbreak é uma onda na lista de desejos de todo surfista, incluindo a elite mundial. Crédito: WSL / Ed Sloane
As esquerdas lendárias de Cloudbreak esperam pela elite mundial
Uma onda quase mítica, batizada a partir de como é vista pelas ilhas que a cercam, o recife externo de Cloudbreak apresenta esquerdas longas e cavadas que produzem uma variedade de personalidades. De uma onda divertida e de alta performance quando está pequena a um trem-bala de tirar o fôlego quando cresce, o recife de coral oferece oportunidades para uma ampla gama de opções. Cloudbreak cobre um campo gigantesco que engloba várias seções diferentes e pode entregar tubos capazes de mudar uma vida com a mesma facilidade com que oferece condições divertidas, no estilo point-break. Palco de várias baterias com notas perfeitas de 20 pontos, o potencial de pontuação em Cloudbreak normalmente abrange toda a escala e coloca em jogo todo o repertório de um surfista.
Depois de sediar um evento pós-Corte no meio da temporada em 2024 e o formato do WSL Finals na temporada passada, esta será a primeira vez que o pelotão completo compete em Cloudbreak desde 2017. Sendo assim, funcionará como uma introdução à competição no pico para boa parte do Tour. Resta saber se as caras novas do Tour vão estar à altura da ocasião e repetir o sucesso do Taiti ou se os veteranos vão contar com a experiência prévia para solidificar sua posição no topo do ranking.
A estreante do CT 2026 Yolanda Hopkins (POR) mostrou que tem o que é preciso em tubos pesados de backside e vai buscar repetir sua performance de Teahupo'o quando a competição começar em Fiji. Crédito: WSL / Matt Dunbar
Performances de atletas abalam o ranking antes de Fiji
A temporada 2026 viu grandes zebras em praticamente todos os eventos, mas nenhuma tão definitiva quanto as do Taiti, que viram a parte de baixo do ranking se levantar em desafio. Os campeões do evento Seth Moniz (HAW) e Erin Brooks (CAN) deram grandes saltos vindos de baixo, assim como a vice-campeã no feminino Anat Lelior (ISR) e os semifinalistas Ramzi Boukhiam (MAR) e Yolanda Hopkins (POR). O vice-campeão no masculino Griffin Colapinto (EUA) voltou ao Top 10, alcançando o nº 8 depois de rondar as bordas nos eventos anteriores. O californiano tem um retrospecto incrível em Fiji, tendo vencido em 2024 antes de garantir o nº 2 do mundo para fechar a temporada 2025 com seu resultado no evento do WSL Finals realizado no pico no ano passado. Brooks dividiu com Colapinto sua única vitória anterior no CT, como wildcard em 2024, e também vai buscar confirmar sua performance anterior para entrar no Top 10, de onde atualmente ocupa o nº 11.
Gabriela Bryan (HAW) conseguiu se segurar na posição de nº 1 do mundo apesar de sua eliminação mais precoce da temporada, embora o mesmo não tenha valido para Leonardo Fioravanti (ITA), que conseguiu apenas uma bateria com a Lycra Amarela de líder antes de ter que devolvê-la na sequência para Italo Ferreira (BRA). Essa reviravolta, seguida da quarta aparição de Ferreira em uma semifinal na temporada, faz o campeão mundial de 2019 assumir uma liderança confortável no ranking. Enquanto isso, a vantagem apertada de Bryan está vulnerável a várias ex-campeãs mundiais, incluindo Molly Picklum (AUS), que garantiu seu primeiro Título Mundial com uma performance arrasadora em Cloudbreak em 2025. A única surfista a vencer mais de um evento nesta temporada, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAW), também aparece logo atrás de Bryan no nº 2, buscando conquistar sua primeira vitória em Fiji, um dos pouquíssimos eventos do Tour em que ela ainda não subiu ao lugar mais alto do pódio.
Colados em Ferreira e Fioravanti, Yago Dora (BRA) também vai torcer para repetir o sucesso em Fiji que o levou a conquistar o Título Mundial em 2025, enquanto o bicampeão do evento e tricampeão mundial Gabriel Medina (BRA) vai precisar dar a volta por cima após sua derrota precoce para o arrasador wildcard Kelly Slater (EUA) no Taiti, a fim de reverter sua trajetória de queda.
Ulukilupetea "Tea" Kurop (FJI) fará história como a primeira representante feminina de Fiji a competir no nível do CT, após vencer o Fiji Trials no mês passado. Crédito: WSL / Fabio Silvestre
Wildcards colocam mais fogo no line-up do Fiji Pro
Na esteira das ótimas campanhas de wildcards vistas no Taiti, o Fiji Pro contará com três acréscimos excelentes ao evento, incluindo os vencedores do trials local Ulukilupetea "Tea" Kurop (FJI) e Teo Degei (FJI), além do campeão mundial júnior da WSL de 2022, Jarvis Earle (AUS).
Há pouco mais de um mês, os melhores surfistas de Fiji, incluindo, pela primeira vez na história, um pelotão de competidoras, se enfrentaram em condições impecáveis em Cloudbreak para vencer o Fiji Trials e garantir uma vaga no evento do CT entre os melhores do mundo. Com 17 anos, Ulukilupetea "Tea" Kurop (FJI) fez história ao se tornar a primeira vencedora do Fiji Trials feminino e, com isso, se tornará a primeira mulher a representar Fiji em um evento do Championship Tour da WSL.
"É muito especial representar Fiji ao lado do Teo, e estou incrivelmente orgulhosa e honrada de ser a primeira wildcard feminina de Fiji neste evento", disse Kurop. "Um grande Vinaka Vakalevu ao Vanua, à FSA, à WSL e a todos os envolvidos em fazer este evento acontecer. É bem especial ter a oportunidade de surfar Cloudbreak neste palco mundial. Também quero deixar um grande obrigada às irmãs do surfe que vieram antes de mim e ajudaram a abrir o caminho — Kim e Hannah Bennett, e depois Keisha e Kayla Wakeham. Minha irmã Havana e eu temos orgulho de dar continuidade a esse legado. Espero que possamos todas seguir empurrando o surfe feminino em Fiji e inspirar mais meninas a cair na água e surfar."
No masculino, quem superou vários especialistas de Cloudbreak e ex-campeões do evento foi Teo Degei (FJI), que representará Fiji no nível de elite pela primeira vez na carreira.
"Significa muito para mim. Tenho dedicado bastante tempo em Cloudbreak, então sou muito grato por esta oportunidade", disse Degei. "Venho de uma família grande e tenho muito orgulho de representar meus irmãos e irmãs, minha família e meu país. É o sonho de muita gente conseguir um wildcard e ter a chance de surfar contra os melhores surfistas do mundo na sua onda de casa, então quero levar isso a sério e aproveitar ao máximo. Estou muito grato e animado, e um pouco nervoso também. Espero que as ondas estejam boas e que a gente tenha um ótimo evento."
Com Jordy Smith (RSA) seguindo em recuperação de lesões, o substituto da WSL Matthew McGilivray (RSA) assumirá sua vaga na chave do Fiji Pro na próxima semana.
Teo Degei (FJI) vencendo o Fiji Trials em julho, em Cloudbreak. Crédito: WSL / Fabio Silvestre
Assista AO VIVO
O Fiji Pro, apresentado por Corona Cero, etapa nº 8 do Championship Tour 2026 da WSL, tem janela de competição de 25 de agosto a 4 de setembro de 2026. A competição será transmitida AO VIVO no WorldSurfLeague.com e no aplicativo gratuito da WSL. Confira também mais formas de assistir pelos parceiros de transmissão da WSL.
O Fiji Pro apresentado por Corona Cero tem o orgulhoso apoio de Tourism Fiji, Corona Cero, YETI, I-SEA, Red Bull, Surfline, Bonsoy, Fiji Marriott Resort Momi Bay, Tavarua Island Resort, Fiji Airways, One Ocean e True Surf.