#competições #surf #longboard #panamericano 

Chloe Calmon faz a melhor apresentação do Longboard nos Jogos Pan-Americanos de Surf

O Time Brasil festejou quatro classificações mas sofreu duas baixas na quarta-feira da competição organizada pela PASA (Pan American Surf Association) no Panamá

30/Abr/2026 - Assessoria de Imprensa CBSurf - Panamá

Florianópolis / SC (Quarta-feira, 29 de abril) - A carioca Chloe Calmon fez a melhor apresentação do Longboard nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026, nas boas ondas da quarta-feira na Playa Venao, no Panamá. A nota 8,33 que recebeu, foi a segunda maior de toda a competição organizada pela Pan American Surf Association (PASA) esse ano. A já tricampeã panamericana agora está a um passo da disputa por mais uma medalha, assim como o paulista Carlos Bahia por também ter avançado para a quarta fase do Longboard. Na quarta-feira foi iniciado o Surf masculino e o Time Brasil festejou mais duas classificações, do bicampeão brasileiro Douglas Silva e do vice-campeão de 2025, Renan Pulga. Esta rodada inicial prossegue na quinta-feira com a estreia de Michael Rodrigues, ao vivo pelo site PASASURF.org.

A segunda fase do Longboard feminino abriu a quarta-feira na Playa Venao e a primeira participação do Time Brasil foi com a campeã panamericana de 2024, Atalanta Batista. A pernambucana passou em segundo lugar nessa bateria vencida pela peruana Maria Fernanda Reyes, mas acabou eliminada na terceira fase, pela norte-americana Avalon Gall e a porto-riquenha Jazmine Dean. Já a carioca Chloe Calmon, bicampeã dos Jogos Pan-Americanos de Surf nos primeiros anos da gestão do Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf, em 2022 e 2023, ganhou as duas baterias que disputou.

“As ondas estão muito divertidas hoje. Eu só tinha surfado na maré baixa, agora foi na maré alta e está muito bom para o Longboard”, disse Chloe Calmon“Eu treinei muito forte para vir pra cá e, desde que cheguei aqui com toda a equipe do Brasil, estamos treinando juntos todos os dias, um apoiando o outro. Eu não vim nos dois últimos Pan-Americanos, porque dei uma pausa nas competições. Então, estou muito feliz com a oportunidade de estar representando o Longboard feminino do meu país, em uma competição tão importante. Me encanta a Playa Venao, me encanta o Panamá e estou muito feliz de estar aqui”.

Em sua primeira bateria na quarta-feira, Chloe Calmon derrotou por 12,33 pontos, a panamenha Layla Brady, a colombiana Nataly Acosta e a peruana Claudia Hinostroza. Na segunda, a carioca três vezes vice-campeã mundial em 2016, 2017 e 2019, deu um show na Playa Venao contra a canadense Ocea Green, a norte-americana Cash Hoover e a argentina Evelyn Gontier. Chloe mostrou toda a sua classe em uma onda que valeu a maior nota do Longboard - 8,33 - nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026.

ÚLTIMO PASSO PARA JÁ GARANTIR MEDALHA NO PAN-AMERICANO 2026

Entre todas as modalidades disputadas no Panamá, essa nota só não superou o 8,50 da Chelsea Tuach, de Barbados, na competição de surf. Chloe Calmon ganhou essa bateria somando 14,76 pontos, segundo maior placar do Longboard feminino, abaixo apenas dos 15,10 que a norte-americana Avalon Gall tinha acabado de atingir, com notas 8,27 e 6,83, no confronto que eliminou a brasileira Atalanta BatistaChloe Calmon agora vai enfrentar a peruana Maria Fernanda Reyes e a porto-riquenha Jazmine Dean, na disputa pelas duas últimas vagas para as semifinais, que já garantem medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Surf.

O paulista Carlos Bahia também pode confirmar uma terceira medalha, desde que Teco Padaratz foi eleito presidente da Confederação Brasileira de Surf pela primeira vez em 2022. Ele vai disputar as duas primeiras vagas para as semifinais, com o uruguaio Julian Schweizer, o argentino Surfiel Gil e o peruano Benoit Clemente. O tetracampeão brasileiro ganhou uma de bronze em 2023 no Panamá e foi prata na final do ano passado, contra o uruguaio Ignacio Pignataro na Guatemala.

CARLOS BAHIA RECORDISTA DE PONTOS NA COMPETIÇÃO DE LONGBOARD

Carlos Bahia estreou na Playa Venao na segunda-feira, com até agora imbatíveis 14,83 pontos no Longboard esse ano, somando uma nota 8,00 recorde até agora na competição masculina. Na quarta-feira, colecionou mais duas vitórias nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026, a primeira sobre o panamenho Agustin Cedeño, com ambos eliminando Amado Alvarado de El Salvador e Carlos Escobar da Guatemala. Depois, Carlos Bahia surfou muito bem uma onda que valeu 7,50, para derrotar o costa-ricense Dorian Torres, o argentino Matias Maturano e o chileno Rafael Cortez.  

“A minha estratégia quando entrei na bateria, era tentar achar duas direitinhas logo no começo, porque depois o mar fica uma calmaria, como tá agora”, destacou Carlos Bahia“Graças a Deus, consegui fazer uma jogada ali e remar bastante, porque esses jovens tão remando muito e o 4.2 aqui sofreu um pouquinho (risos). Passou muitas coisas na minha cabeça, mas quando o locutor falou as notas das duas ondas na casa dos 7 pontos e 6 e pouco, fiquei contente, já me deixou mais tranquilo e vamo Brasil, pra cima”.

Ao contrário de Carlos Bahia, o capixaba Alexandre Escobar passou a sua primeira bateria da quarta-feira em segundo lugar, porém acabou barrado na terceira fase, quando o panamenho Agustin Cedeño fez o maior placar do dia no Longboard masculino, 14,17 pontos. Logo após o encerramento da terceira fase do pranchão, foi iniciada a competição de surf masculino na pranchinha. O Time Brasil estreou na segunda bateria e festejou a primeira classificação direta para a segunda fase, sem passar pela repescagem.

ESTREIA DO SURF MASCULINO COM O TIME BRASIL 100% CLASSIFICADO

O vice-campeão brasileiro de 2025, Renan Pulga, liderou toda a bateria com a nota 7,17 recebida pelos dois pancadões verticais de backside, que acertou numa esquerda da série na Playa Venao. Mas nos minutos finais da bateria, o argentino Joaquim Munoz achou outra esquerda boa que formou a rampa para voar alto jogando a rabeta pra cima, fazer o giro no ar e completar a aterrissagem. Os juízes deram nota 7,23 para ele vencer a bateria por 13,23 pontos, contra 12,94 do Renan Pulga, que passou em segundo eliminando Cristian Calderon, da Guatemala.

O somatório do paulista de São Sebastião, foi até maior ao do bicampeão brasileiro Douglas Silva quatro baterias depois. No entanto, os 12,16 pontos do pernambucano foram suficientes para derrotar o argentino Thiago Passeri e Carlos Escobar, da Guatemala, na sua estreia nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026Douglas Silva foi o quarto melhor do mundo no último ISA Surfing Games em El Salvador no ano passado e agora quer a vitória no Panamá, que vale vaga para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027 no Peru, onde já haverá disputa por classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

“Eu achei até que estava difícil as ondas, mas já estou acostumado a lidar com essas situações, pois lá onde moro nem sempre é bom. Às vezes o mar é até parecido com hoje aqui, então estou feliz de ter avançado a bateria”, disse Douglas Silva“Quero agradecer ao Time Brasil, pela oportunidade de estar representando o nosso país, agradecer a todos que estão na torcida por mim, minha família, meus amigos e continuem assistindo aí, porque se Deus quiser, vai dar tudo certo. Eu quero sair daqui com a medalha de ouro, estou bem focado, treinei bastante, o equipamento tá bom e é isso aí, vamo pra cima”.

Os dois brasileiros passaram direto para a segunda fase, agora aguardam a disputa da repescagem e da segunda metade da rodada inicial, para conhecerem quem serão seus três adversários. Renan Pulga já está escalado na primeira bateria, com Juan Lopez da Nicarágua. E Douglas Silva na sexta, com o colombiano Romeo Chavez. Na quinta-feira ainda tem o cearense Michael Rodrigues para estrear nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026 no Panamá. Ele está na 15.a e penúltima bateria, com o argentino Ignacio Gundesen e Elder Vega, da Guatemala. Também na quinta-feira será realizada a segunda fase feminina com as três brasileiras classificadas, Silvana LimaJuliana dos Santos e Monik Santos.

SURF BRASIL BUSCA O TETRACAMPEONATO NA GESTÃO TECO PADARATZ

O Brasil já ganhou 6 medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026, 3 de ouro com Eder Luciano Maylla Venturim no Bodyboard e Luiz Diniz no SUP Surf, 2 de prata com Maira Viana na final brasileira do Bodyboard e Aline Adisaka no SUP Surf, que também teve 1 de bronze com Gabi Sztamfater. Agora são 55 medalhas conquistadas em 5 anos da gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf, iniciada em 2022. Já são 16 medalhas de ouro, 15 de prata, 17 de bronze, 7 de cobre, com o Surf Brasil sendo tricampeão nas três primeiras participações, em 2022 e 2023 no Panamá e em 2024 no Peru.

O time foi completo para os Jogos Pan-Americanos de Surf da PASA esse ano e está liderando o ranking dos 19 países representados no Panamá. A equipe viajou com 22 atletas, 11 homens e 11 mulheres na lista de 6 surfistas, 4 longboarders, 4 remadores do SUP Surf e 4 no SUP Race e mais 4 no Bodyboard. O vice-presidente e diretor de esportes da Confederação Brasileira de SurfPaulo Moura, está no Panamá como chefe da equipe técnica, composta por mais dois ex-surfistas profissionais como ele, Guga Arruda e Andrea Lopes, além de Américo Pinheiro e Gabriela Willinghoefer.

------------------------------------------------------------------

BATERIAS DO TIME BRASIL NOS JOGOS PAN-AMERICANOS DE SURF:

PRÓXIMAS BATERIAS DO TIME BRASIL NO PANAMÁ:

SURF MASCULINO - PRIMEIRA FASE - 1.o e 2.o=Segunda Fase / 3.o e 4.o=Repescagem:

-------as 8 primeiras baterias fecharam a quarta-feira

15.a: Michael Rodrigues (BRA), Ignacio Gundesen (ARG), Elder Veja (GUA)

SURF MASCULINO - SEGUNDA FASE - 3.o=25.o lugar e 4.o=37.o lugar:

1.a: Renan Pulga (BRA), Juan Lopez (NCA) e mais 2 adversários a serem definidos

6.a: Douglas Silva (BRA), Romeo Chavez (COL) e mais 2 a serem definidos

SURF FEMININO - SEGUNDA FASE – 3.a=19.o lugar e 4.a=28.o lugar:

4.a: Juliana dos Santos (BRA), Ocea Green (CAN), Katya Wirsch (ARG), Marcela Machado (URU)

7.a: Monik Santos (BRA), Rachel Aguero (CRC), Lucia Cosoleto (ARG), Kely Gasparovic (PAN)

8.a: Silvana Lima (BRA), Ana Gonzalez Velasco (MEX), Alegria Maya Larripa (MEX), Catherine Temple (CAN)

LONGBOARD FEMININO - QUARTA FASE - 1.a e 2.a=Semifinais / 3.a=5.o lugar e 4.a=7.o lugar:

1.a: Avalon Gall (USA), Cash Hoover (USA), Lia Diaz (CRC)

2.a: Chloe Calmon (BRA), Maria Fernanda Reyes (PER), Jazmine Dean (PUR)

LONGBOARD MASCULINO - QUARTA FASE - 1.o e 2.o=Semifinais / 3.o=5.o lugar e 4.o=7.o lugar:

1.a: Carlos Bahia (BRA), Julian Schweizer (URU), Benoit Clemente (PER), Surfiel Gil (ARG)

2.a: Kevin Skvarna (USA), Dorian Torres (CRC), Jonathan Melendres (MEX), Agustin Cedeño (PAN)

RESULTADOS DA QUARTA-FEIRA NO PANAMÁ:

LONGBOARD FEMININO - SEGUNDA FASE- 3.a=13.o lugar e 4.a=19.o lugar:

4.a: 1-Maria Fernanda Reyes (PER), 2-Atalanta Batista (BRA), 3-Samantha Wilson (CHI), 4-Amparo Errecalde (ARG)

5.a: 1-Chloe Calmon (BRA), 2-Layla Brady (PAN), 3-Claudia Hinostroza (PER), 4-Nataly Acosta (COL)

LONGBOARD FEMININO - TERCEIRA FASE – 3.a=7.o lugar e 4.a=10.o lugar:

1.a: 1-Avalon Gall (USA), 2-Jazmine Dean (PUR), 3-Atalanta Batista (BRA), 4-Sindy Portillo (ESA)

2.a: 1-Chloe Calmon (BRA), 2-Cash Hoover (USA), 3-Evelyn Gontier (ARG), 4-Ocea Green (CAN)

LONGBOARD MASCULINO - SEGUNDA FASE- 3.o=17.o lugar e 4.o=25.o lugar:

5.a: 1-Carlos Bahia (BRA), 2-Agustin Cedeño (PAN), 3-Amado Alvarado (ESA), 4-Carlos Escobar (GUA)

7.a: 1-Dorian Torres (CRC), 2-Alexandre Escobar (BRA), 3-José Antepaz (VEN), 4-Felipe Avendaño (NCA)

LONGBOARD MASCULINO - TERCEIRA FASE – 3.o=9.o lugar e 13.o=10.o lugar:

3.a: 1-Carlos Bahia (BRA), 2-Dorian Torres (CRC), 3-Matias Maturano (ARG), Rafael Cortez (CHI)

4.a: 1-Agustin Cedeño (PAN), 2-Surfiel Gil (ARG), 3-Alexandre Escobar (BRA), 4-Lucas Garrido Leca (PER)

SURF MASCULINO - PRIMEIRA FASE:

2.a: 1-Joaquin Munoz (ARG), 2-Renan Pulga (BRA), 3-Cristian Calderon (GUA)

6.a: 1-Douglas Silva (BRA), 2-Thiago Passeri (ARG), 3-Carlos Escobar (GUA)

------------------------------------------------------------------

SOBRE SURF BRASIL Surf Brasil é o novo nome de comunicação da Confederação Brasileira de Surf, reconhecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pela ISA (International Surfing Association), como a entidade oficial na administração de todas as atividades relacionadas aos esportes com pranchas, como definido no seu Estatuto. A Confederação foi fundada em 17 de outubro de 1998 e conta com 15 federações estaduais filiadas, que elegeram Flávio Teco Padaratz como presidente em 2022, com Paulo Moura e Brigitte Mayer de vice-presidentes.

“De surfista para surfista” é o lema do Surf Brasil, que tem como missão, descobrir novos talentos e criar novos ídolos nacionais, produzindo, chancelando e organizando o Campeonato Brasileiro de Surf, decidindo os campeões e campeãs brasileiras também das categorias de Base e do Master, de Ondas Grandes e das modalidades Longboard, Stand Up Paddle, Parasurf. O principal valor desta gestão dirigida por Teco Padaratz, é oferecer mais oportunidades para consolidar as carreiras dos atletas de todas as categorias, inclusive das profissões que gravitam em torno das competições, trazendo dignidade para toda a comunidade do surf brasileiro.