Campeonato organizado por Guigui vai definir a campeã brasileira de 2015

Renato Alexandrino

Enquanto a 'brazilian storm' sacode o WCT, com Gabriel Medina, Filipe Toledo, Adriano de Souza e cia vencendo etapas e brigando pelo título mundial, aqui no Brasil o surfe tenta se recuperar após anos difíceis, em que a crise bateu forte.

PREVISÃO UBATUBA

O SuperSurf voltou neste ano, mas apenas com a categoria masculina. As mulheres seguem quase à míngua, sem circuitos, apenas com campeonatos esporádicos.

Integrante do WCT e irmão de Suelen Naraísa, bicampeã brasileira em 2009 e 2010, Wiggolly Dantas resolveu arregaçar as mangas e passar para o outro lado do balcão, digamos assim. De surfista, passou a organizador de campeonato. Antes de embarcar para o Havaí para a última do circuito mundial, Wiggolly conseguiu promover a realização do Ultra Surf Feminino, campeonato que vai definir, em Ubatuba, neste fim de semana, a campeã brasileira de 2015.

- Não achei justo a volta do circuito brasileiro sem a categoria feminina e me senti na obrigação em ajudar. Primeiro porque tenho uma atleta em minha casa e depois pelos talentos que estão ficando para trás, com falta de oportunidade. Precisamos de mais meninas no circuito mundial. Hoje só temos a Silvana Lima representando nossa nação grande e guerreira - disse Wiggolly ao Radicais.

- Tenho visto que o mercado do surfe em geral não está fácil, mas com um pouco de vontade e pessoas realmente dispostas a fazer mudanças as coisas acontecem - completou.

O campeonato, que vai rolar nas ondas de Itamambuca, foi homologado pela Associação Brasileira de Surfe Profissional (Abrasp).

- Os investimentos são pontuais e os patrocinadores buscam segurança. O surfe feminino não está na mídia. A atitude do Wiggolly de usar seu prestígio para organizar uma etapa fez a diferença. Não é o cenário ideal, mas vamos conseguir coroar uma campeã brasileira - disse Pedro Falcão, diretor executivo da Abrasp.

As meninas atenderam ao chamado e o campeonato já tem 48 inscritas na categoria profissional, 32 na sub-18 e 12 na sub-12.

Conhecido pelo seu talento e coragem nos tubos pesados de Fiji, Taiti e Havaí, Wiggolly teve sucesso em sua primeira incursão como promotor de eventos, mas experimente perguntar onde ele se sente mais confortável...

- Minha mãe, minha prima e outras pessoas estão me ajudando na organização e logística do evento, mas para mim surfar Teahupoo com 15 pés é muito mais fácil que organizar um campeonato!

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