Após 15 anos, Imbituba retorna ao cenário das competições internacionais de surfe com o primeiro dia de disputas do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025
Marco Giorgi arranca maior nota e maior somatório desta quarta-feira; Comparada à Haleiwa, ondulação de Imbituba desafia competidores no primeiro dia de janela; Transmissões no portal Terra elevam o alcance do QS 4.000 para fãs em todo o Brasil
22/Set/2025 - Press FCIMBITUBA, Santa Catarina, Brasil (Quarta-feira, 17 de setembro de 2025) – Após 15 anos, surfistas de todo o mundo voltaram a se encontrar em Imbituba para um evento oficial da WSL, a terceira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025. O evento é válido pelo Qualifying Series (QS) e vale 4.000 pontos para o ranking sul-americano da entidade.
A ação começou às 8h15 com a disputa do Round dos 96 masculino em um cenário típico da Praia da Vila: início de manhã chuvoso, seguido por sol à tarde e ondas desafiadoras quebrando com formação regular, predominantemente para a direita.
A próxima chamada está programada para esta quinta-feira (18), às 7h30, com expectativa de início do Segundo Round masculino às 8h.
Marco Giorgi arranca maior nota e maior somatório desta quarta-feira
O uruguaio radicado em Santa Catarina, Marco Giorgi (URU), foi o grande destaque desta quarta-feira no Round dos 96, ao conquistar a maior nota individual (8.5 pontos) e o maior somatório do dia (13.83 pontos) na bateria de número 12. A performance veio logo em sua primeira onda, com duas rasgadas potentes e uma finalização na junção, surfando de frente para a direita. Com uma apresentação sólida, Giorgi se mostrou confortável nas desafiadoras condições do mar, que ele comparou ao Havaí durante a entrevista para a transmissão oficial do evento após a vitória.
“É sempre difícil aqui, o campo é grande, a Vila exige da gente, mas as direitas estavam ali. Gosto desse tipo de surfe, de tirar a pranchinha maior do armário, às vezes até com teia de aranha (risos) e cair num mar assim”, conta o surfista que usou uma 6’1 round pin com boa litragem para manobras, e disse ter se sentido em casa:
“A prancha está viva, bem no pé. De manhã ainda testei uma 6’3, porque o swell está grosso, meio atípico, mas se eu entrasse com essa prancha do dia a dia agora, ela sumiria nas ondas”.
Comparada à Haleiwa, ondulação de Imbituba desafia competidores no primeiro dia de janela
As condições desafiadoras do mar em Imbituba, com ondas volumosas, pressão e correnteza intensa, renderam comparações com picos clássicos do Havaí, como Haleiwa e Sunset Beach não só por Giorgi, mas por outros competidores. Surfistas acostumados a esse tipo de cenário levaram vantagem no primeiro dia de provas, como os locais de Saquarema Valentin Neves (BRA) e Rickson Falcão (BRA), respectivamente na primeira e terceira baterias do dia, além de Wiggolly Dantas (BRA), que usou sua experiência para avançar no segundo confronto.
“Eu estava ali dentro e pensava como parecia com Haleiwa. A correnteza forte exige muito, tem que estar com o físico em dia. Consegui uma boa onda no fim da bateria e garanti a classificação”, disse Wiggolly, que anotou a segunda maior nota da quarta-feira, uma 7.17, e mostrou mais uma vez sua consistência em mares pesados.
Já o estreante Luigi Wengrover (BRA), que disputa seu primeiro QS, brilhou com personalidade e saiu radiante do mar após conquistar a vitória no décimo quarto confronto, avançando junto com o argentino Nacho Gundesen (ARG) para a próxima fase.
“Quando deram o resultado final, eu nem acreditei que tinha passado em primeiro. Estou muito feliz mesmo. É meu primeiro QS e que evento, né? Que evento gigante!”, vibrou Wengrover. Para ele, as condições do mar também jogaram a favor:
“Essa onda se encaixa com meu surfe. É uma onda com um pouquinho mais de tamanho, mais volume, mais pressão. Estou feliz em ter feito uma boa bateria e avançado”, finaliza.
Transmissões no portal Terra elevam o alcance do QS 4.000 para fãs em todo o Brasil
A WSL anunciou nesta terça-feira (16) uma parceria inédita com o Terra, que passa a ser o parceiro de mídia oficial do Circuito Banco do Brasil de Surfe em 2025. Para quem não pôde acompanhar in loco na Praia da Vila o QS 4.000, o streaming foi um dos grandes destaques do dia, oferecendo conteúdo relevante e de alta qualidade.
Entre uma bateria e outra, o ex-top da elite mundial e atual comentarista da WSL, Renan Rocha, relembrou momentos históricos de diferentes gerações do surfe brasileiro, das décadas de 70 e 80 até o recente título mundial de Yago Dora (BRA) em 2025, destacando também o protagonismo de Santa Catarina na construção desse legado.
A transmissão ainda levou os espectadores aos bastidores do evento, revelando a estrutura pensada para garantir o bem-estar dos atletas, com áreas dedicadas à fisioterapia, assistência médica, catering, espaço de descanso, vestiários, racks para pranchas e outros serviços exclusivos oferecidos pelo Circuito Banco do Brasil de Surfe.
Ações de conscientização ambiental movimentam a Praia da Vila
O primeiro dia da janela do evento também contou com uma programação paralela voltada ao bem-estar e à conscientização ambiental. A manhã começou com Clínica de Altinha e Aula de Funcional by BB Asset, além de uma ação especial conduzida pela SulGesso por meio do Projeto Imbé, iniciativa socioambiental que trabalha temas ligados à sustentabilidade com foco em crianças.
A atividade do dia abordou a conservação do butiá, planta nativa em risco de extinção. O projeto desenvolveu uma técnica inovadora que quebra a dormência das sementes, permitindo a germinação em até 60 dias — um processo que, na natureza, pode levar mais de dois anos. Durante as oficinas, também foram abordados temas como reciclagem, energia solar (por meio da oficina fotovoltaica), agricultura e cultivo de hortas em um viveiro modelo.
As crianças participam ativamente dessas experiências, em uma abordagem que acredita no poder transformador da educação ambiental desde a infância. Para a SulGesso, essa é uma forma concreta de retribuir à sociedade os recursos que dela recebe, promovendo impacto positivo e duradouro na região.