Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil por Redação Surfguru

Fim de semana "havaiano" no Rio

O frio que atingiu o Rio de Janeiro, com temperaturas que chegaram aos 8,6º C, a menor em 14 anos, trouxe também uma ondulação impressionante durante o fim de semana. Foram emitidos alertas de ressacas na capital fluminense até terça-feira. A força do mar em Copacabana destruiu parte da arena olímpica do vôlei de praia e provocou alguns estragos pela cidade. O Centro de Hidrografia da Marinha registrou uma onda de 6m próxima à Baía de Guanabara, no sábado, mas outros picos cariocas também foram brindados com ondas poderosas, para a alegria de big riders como o pernambucano Carlos Burle e o local Pedro Scooby. 

Uma multidão de surfistas e bodyboaders também aproveitou o swell de ares havaianos nos trópicos em um sábado ensolarado, quando a praia de São Conrado, no canto esquerdo e na Laje do Sheraton, assim como o Posto 5 de Copacabana, ficaram lotados. O mar foi subindo durante o dia e amanheceu gigante no domingo. As condições estavam adversas, com o frio, o vento e as imensas paredes de água com buracos, deixando o mar vazio. Entre os poucos que se aventuraram nas ondas ameaçadoras, Scooby disse que o treino de domingo no canto esquerdo foi valioso para a preparação para a temporada de inverno em Nazaré, Portugal.

- Domingo foi um dia mais de onda grande, maior do que no sábado. Estava frio, ventando, difícil, com buraco. Usamos São Conrado para treinar para Nazaré. A onda do canto esquerdo lembra muito Nazaré, quando está deste tamanho. É claro que São Conrado não quebra do tamanho de Nazaré, mas é como se fosse uma mini-Nazaré ali. Dá altos tubos, a onda é bem forte e tubular. E treinamos lá porque eu acho que é uma das ondas mais fortes do Brasil, junto com Itacoatiara e outros picos. É bom para treinar também no jet ski, resgate e tudo mais - contou Scooby.   
Me lembrei do Havaí, me senti em Waimea pegando ondas de 5m e 6m no sábado, na Laje do Sheraton, na remada, com uma prancha grande. Esse é um lugar raro (para o surfe), tem de estar muito grande para quebrar assim. Eu tive um treino muito bom com o Scooby de town-in também, no domingo, em ondas incríveis. Quando você olha, não dá para acreditar no tamanho" 
Carlos Burle

Campeão mundial na remada e no tow-in - quando o surfista é rebocado para a onda de jet ski ou até mesmo de helicóptero -, Carlos Burle se impressionou com o que viu na Laje do Sheraton, no sábado. Sentiu como se estivesse em Waimea, pico do North Shore de Oahu, no Havaí. Ele estava acompanhado de Scooby e outros atletas, como Gabriel Sodré. 

- Peguei umas ondas que há muito tempo eu não pegava no Brasil. Me lembrei do Havaí, me senti em Waimea pegando ondas de 5m e 6m no sábado, na Laje do Sheraton, na remada, com uma prancha grande. Esse é um lugar raro (para o surfe), tem de estar muito grande para quebrar assim. Eu tive um treino muito bom com o Scooby de town-in também, no domingo, em ondas incríveis. Quando você olha, não dá para acreditar no tamanho. Comparar o tamanho da onda ao do jet ski é impressionante - contou Carlos Burle. 

- Eu notei a força da maré muito forte, subiu bastante, mexeu com as lagoas e com a geografia das praias... As praias que têm restingas conseguiram sobreviver melhor, enquanto outras sofreram uma agressão do mar. É natural também, pois existe um volume maior de água provocado pelo aquecimento global, devido ao degelo das geleiras, e uma combinação com o El Niño... Está um ano bem atípico. Não sei onde vamos chegar com esses fenômenos, mas houve uma ondulação bastante especial - explicou o mestre de ondas grandes. 
Foi a maior ressaca do ano até agora, pegamos altas ondas em São Conrado. O frio deste inverno, que não é normal, sendo o mais frio dos últimos anos, influencia nas ondas. Está sendo também o melhor inverno de ondas dos últimos anos" 
Pedro Scooby

Assim como seu parceiro de equipe, Scooby passa longas temporadas no exterior e não desperdiça uma chance de aproveitar um swell mundo afora. Mas, desta vez, pôde treinar em casa. É extremamente difícil encontrar estas condições em águas cariocas, não só pelo tamanho, mas também pela força e o volume das ondas que atingiram o litoral da cidade. 

- Foi a maior ressaca do ano até agora, pegamos altas ondas em São Conrado. O frio deste inverno, que não é normal, sendo o mais frio dos últimos anos, influencia nas ondas. Está sendo também o melhor inverno de ondas dos últimos anos - destacou o carioca. 

A temporada de ondas grandes em Nazaré começa a partir de outubro. O Canhão de Nazaré, um desfiladeiro submarino de origem tectônica situado ao largo da costa de Nazaré, faz com as ondas viajarem a uma velocidade maior por conta da falha da placa Nazaré-Pombal e chegam à costa praticamente sem perder energia, formando ondas de grandes dimensões. Um ambiente ideal para a prática mais extrema e radical do surfe.

Fonte: GloboEsporte

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