Brasil por Redação Surfguru

"Surf no Oeste da África" com Carlos Bahia

No programa alem de surfar ondas perfeitas nos intervalos ainda descobrimos um pouco da história local. Foi uma grande experiência vivida pelos surfistas Carlos Bahia e Robertney Barros. Com produção da Soul Filmes, a série de 13 episódios acompanha o brasileiro de descendência africana, Carlos Bahia, de 32 anos, e o cabo-verdiano Rô Barros, de 21, considerado a grande esperança de seu país no esporte, em uma viagem pela África Subsaariana (Namíbia, Gâmbia, Senegal e Cabo Verde) para buscar suas origens comuns e surfar as melhores ondas nas regiões mais remotas do litoral do continente. 

“O público pode esperar algo diferente do mundo do surfe comum. Buscamos ondas que jamais tinham sido surfadas e aliamos isso à busca pela nossa própria cultura”, explica Bahia. 
No primeiro episódio, Carlos sai de Maresias, onde mora e comanda uma “surfe shop”, rumo a Cabo Verde para encontrar Rô Barros. Depois de um passeio pela Cidade Velha, com a chance do brasileiro aprender um pouco da língua local, a dupla sai em busca das primeiras ondas e surfa em picos como Caga Spot, Coca´s Beach, Coragi, Ervatão, Laginha, Mio da Bahia, Palmeira, Praia do Chaves, Rincon e Sandy Beach. 
Rô Barros destaca a alegria de poder encontrar com Bahia e ainda um momento marcante da viagem. 
“Para mim foi maravilhoso encontrar com o Bahia, depois de tanto tempo falando pela internet, foi um momento de alegria e emoção. A viagem, foi a primeira surfe trip que fiz que deixou lembranças inesquecíveis, foi surpreendente, pegamos onda na Namíbia junto com focas e golfinhos, nunca imaginei pegar uma onda assim”.
Já Bahia define o amigo como “um verdadeiro guerreiro” e destaca os pontos em comum que os aproximam e os tornam exemplos para uma geração.
“Rô Barros é companheiro, amigo, bastante brincalhão e até nervosinho (risos). Temos coisas em comum. Além do amor pelo mar e pelo surfe, somos exemplos de famílias humildes que conseguem criar pessoas do bem, independente de raça, cor e condição financeira”.
O brasileiro ressalta, ainda, que o programa é uma surfe trip que vai muito além da busca por ondas perfeitas. E espera que o público seja tão impactado pelo povo africano, como ele foi ao longo da série.
“O programa com certeza tem algo a mais do que somente surfe. Fomos atrás e encontramos nossas próprias origens. Me impactou a simplicidade daquele povo, a hospitalidade e recepção deles me remeteu à minha terra natal e me emocionou. Eles vivem com tão pouco e ao mesmo tempo oferecem muito ao próximo”, finaliza. Muito obrigado. 

Por Carlos Bahia

Crédito das fotos clickmaresias.com

ROUPAS E ACESSÓRIOS DE SURF E SKATE VOCÊ ENCONTRA NO SURFGURUSHOP.COM.BR

Comentários

Notícias | Mais Notícias