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O domínio brasileiro na WSL

Redação Surfguru

Relembre o desempenho dominante dos brasileiros nas últimas cinco temporadas da WSL.

A temporada 2020 da World Surf League (WSL) segue como uma grande incógnita por conta da pandemia. Depois de anunciar oficialmente o adiamento da etapa do Rio de Janeiro, que seria realizada no próximo mês, a entidade confirmou que a próxima atualização a respeito da situação deve ocorrer apenas em 1º de junho.

Sem competições rolando nas ondas, é um bom momento para relembrar um pouco das últimas cinco temporadas da WSL, recordando, especialmente, o desempenho dos surfistas brasileiros. Afinal, três deles sagraram-se campeões mundiais e colocaram o país, definitivamente, no mapa do surf mundial com grandes performances. Confira abaixo!

Temporada 2019

Ítalo Ferreira ficou com o título inédito na última temporada. Foto: Divulgação/WSL

O ano passado ainda está bastante fresco na cabeça dos torcedores. Dois brasileiros disputaram o título até a reta final. De um lado, Gabriel Medina, primeiro brazuca a ser campeão do mundo (2014). Do outro, o potiguar Ítalo Ferreira, que apesar de muitos anos no circuito, jamais havia sido campeão.

Mas isso mudou no dia 19 de dezembro de 2019, nas ondas do Havaí. Na bateria final de Pipe Masters, última etapa da temporada, Ítalo superou Medina por uma distância mínima – menos de três pontos nas notas dos jurados – e confirmou o título mundial.

Ele terminou a temporada com 59.740 pontos, tendo vencido também as etapas de Gold Coast (Austrália) e Peniche (Portugal), faturando uma premiação total de US$ 491.600. Já Medina fechou com 56.475, com destaque para as vitórias nas etapas de Jeffreys Bay (África do Sul) e Freshwater Pro/Califórnia (Estados Unidos).

Eles não foram os únicos brasileiros no top 5. Felipe Toledo, o Filipinho, fechou o ano na quarta colocação, com 49.145 pontos, tendo vencido a etapa do Rio de Janeiro pela terceira vez na carreira.

Também vale destacar a temporada de Caio Ibelli, que se envolveu em polêmica com Gabriel Medina, mas foi semifinalista em Margaret River (Austrália) e Peniche. Ele encerrou a temporada em 17º lugar.

Peterson Cristiano (20º), Yago Dora (22º), Deivid Silva (23º), Willian Cardoso e Jesse Mendes (24º), Michael Rodrigues (26º), Jadson Andre (32º), Adriano de Souza (35º), Mateus Herdy (43º) e Krystian Kymerson (45º) também entraram no ranking.

Temporada 2018

Entre os brasileiros, Gabriel Medina é apontado como o principal favorito ao título da atual temporada (se ela de fato ocorrer), com cotação de 4,5 pra 1, ficando atrás apenas do havaiano John John Florence. Portanto, ele luta para repetir o feito de 2018, ano em que superou o favoritismo do então bicampeão Florence (que acabou se machucando na reta final) e ficou com seu segundo título mundial.

A confirmação do título veio na bateria final de Pipe Masters, contra o australiano Julian Wilson, que também disputava a taça. Curiosamente, em 2014, ano do primeiro título de Medina, a decisão no Havaí também foi contra Wilson. Porém, na ocasião, Medina já entrou no mar campeão, e acabou perdendo a bateria para o australiano.

Em 2018, no entanto, Medina não deu chances ao seu algoz de quatro anos antes. Com uma performance épica, o paulista anotou 8.77 e 9.57, ofuscando a também ótima performance de Wilson e vencendo a bateria.

Medina terminou a temporada com 62.490 pontos, com uma reta final de arrepiar: foram três títulos (Pipe Masters, Califórnia e Tahiti) e duas semifinais (França e Portugal). A premiação foi de US$ 473.200.

Filipinho terminou o ano em terceiro lugar, com 51.450 pontos e dois títulos (Rio de Janeiro e Jeffreys Bay). Já Ítalo Ferreira ficou em quarto, com 43.070 pontos. O potiguar teve um ano de altos e baixos, mas assim como o campeão Medina ficou em primeiro lugar em três etapas (Pro Bells, Bali e Portugal).

Ao todo, os brasileiros venceram 9 das 11 etapas, feito histórico no circuito. Além dos títulos de Medina, Filipinho e Ítalo, Willian Cardoso surpreendeu a todos e faturou a etapa de Margaret River. Ele terminou a temporada em 13º lugar, com 27.190 pontos.

Michael Rodrigues (15º), Adriano de Souza (19º), Yago Dora (21º), Tomas Hermes (27º), Jesse Mendes (28º), Ian Gouveia (33º), Miguel Pupo (36º), Wiggolly Dantas (38º), Caio Ibelli (39º) e Alejo Muniz (40º) foram os outros brasileiros do ano.

Temporada 2017

O bicampeonato de Medina poderia ter vindo um ano antes, mas ele bateu na trave. Após vencer as etapas da França e Portugal, o brasileiro chegou à derradeira etapa Pipe Masters colado em John John Florence.

Porém, a derrota nas quartas-de-final para Jeremy Flores custou caro ao brasileiro, que acabou sem chances de levar o caneco. Melhor para Florence, que faturou o bicampeonato com 59.600 pontos, contra 53.700 de Medina. Curiosamente, o havaiano terminou com a taça em apenas uma etapa (Margaret River), ou seja, menos que Medina. No entanto, ele foi pelo menos às quartas em 9 das 11 etapas, somando pontos importantes.

Adriano de Souza, o Mineirinho, venceu a etapa do Rio de Janeiro, mas amargou apenas o 8º lugar na classificação. Filipinho levou pra casa duas etapas (Jeffreys Bay e Trestles), mas acabou ficando de fora da etapa de Fiji por conta de uma suspensão, e terminou a temporada em 10º. Caio Ibelli terminou em 18º, e Ítalo Ferreira foi o 22º, em um ano marcado por lesões.

Ian Gouveia (23º), Miguel Pupo (25º), Wiggolly Dantas (26º), Jadson Andre (32º), Yago Dora (36º), Jesse Mendes (38º) e Bino Lopes (44º), também apareceram no ranking.

Temporada 2016

O ano de 2016 não foi de muitas boas lembranças para os brazucas. A única vitória foi de Gabriel Medina em Fiji. O paulista, inclusive, foi o melhor brasileiro na classificação final, terminando em 3º, com 45.450 pontos. O campeão (disparado, diga-se) foi John John Florence, com 59.850, seguido pelo sul-africano Jordy Smith, com 46.400.

Além de Medina, o único brasileiro que terminou no top 10 foi Filipinho, 10º colocado, com 35.400 pontos. Campeão da temporada anterior, Adriano de Souza não teve um bom ano e ficou apenas em 11º, com 35.350.

Completam a lista Ítalo Ferreira (15º), Caio Ibelli (16º), Wiggolly Dantas (21º), Miguel Pupo (22º), Jadson Andre (26º), Alejo Muniz (32º), Alex Ribeiro (35º), Bruno Santos (40º), Deivid Silva, Lucas Silvera e Marco Fernandez (45º) e Bino Lopes (49º).

Temporada 2015

2015 foi uma das temporadas mais marcantes para os brasileiros de uma forma geral. O campeão foi Adriano de Souza, conquistando seu primeiro e único título na categoria. Mineirinho faturou a etapa de Pipe Masters com vitória sobre Gabriel Medina, que era o atual campeão mundial, na bateria final.

Apesar de ter chegado à bateria com o título confirmado, Mineirinho não deu mole pra Medina e fechou com uma nota combinada de 14.07, contra 8.50 do compatriota. Além da etapa havaiana, Adriano venceu também em Margaret River, terminando a temporada com 57.700 pontos e uma premiação total de US$ 377.000. O vice campeão foi a lenda australiana Mick Fanning, com 54.650 pontos.

Medina fechou o ano em terceiro, com 51.600 pontos e uma conquista, na França. Filipinho terminou em quarto, com 50.950 pontos, mas foi o surfista que mais venceu etapas na temporada, com três títulos (Gold Coast, Rio de Janeiro e Portugal). Já Ítalo Ferreira foi o 7º colocado, com 41.600 pontos.

O ranking ainda teve Wiggolly Dantas (15º), Jadson Andre (21º), Miguel Pupo (27º), Alejo Muniz (35º), Bruno Santos (42º), Tomas Hermes (43º) e Caio Ibelli (44º).

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