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Portugal por Letícia Parada

Consciência ambiental e inovação surfam juntos

Quando se fala em inovação de handboards, de imediato associamos a formatos e tamanhos diferentes de pranchas. Mas quando você conhece a Ahua, o cenário é outro e a palavra é consciência ambiental.

Ao longo dos anos tem sido percebida a evolução do bodysurf, desde a produção de equipamentos específicos para a sua prática (como é o caso dos pés de pato da Kpaloa), como também a inovação de handboards.

Fundada em 2011 pelo surfista y arquiteto Nuno Mesquita, a Ahua é uma marca dedicada a produção de handboards para bodysurf. Durante anos, a sua produção de handboards foi feita com madeira paulownia e depois com cortiça. Após um tempo, a matéria prima passou a ser um plástico duro, tipo acrílico, mas que não flutuava.

Até que Nuno conheceu o trabalho com plástico reciclado e como funcionava essa tecnologia. Porém, ainda não era possível construir uma pequena pranchinha de mão que pudesse atender ao desempenho que as ondas pediam. E reparando no lixo que encontrava nas praias de Portugal, principalmente durante o verão, a sensibilidade sobre essa questão apenas aumentou.

Após muito tempo dedicado aos estudos desse tema, bem como protótipos feitos com tampas de garrafa recolhidas nas praias, escolas e casas, surgiu a Re-board em 2019. E para quem tem dúvidas se a Re-board é uma prancha de verdade e não um mero item que pode quebrar em qualquer onda.

Segundo Nuno “além da Re-board ser uma mensagem de sustentabilidade e de preocupação com o oceano, ela é também uma prancha de performance super resistente já testada nas ondas de Nazaré”.

A Re-board já vem conquistando espaço no mercado por ressaltar a importância de retirar os plásticos que o próprio ser humano tem lançado no oceano. Por isso, o propósito da Ahua é que no futuro não sejam mais fabricadas as handboards feitas com outras matérias-primas que não sejam o plástico. Mas sim, fazer a Re-board de outras formas, isto é, com plásticos descartados pelas indústrias, assim como instituições que já fazem a separação de lixo e que poderiam doar os resíduos.

Portanto, esse é o momento de entendermos que surfar proporciona momentos incríveis, mas que podem estar com os dias contados. Precisamos refletir sobre este cenário caótico que estamos vivendo, uma vez que a natureza está ameaçada e seguirá assim até que façamos algo por ela, como é o caso dos bodysurfers portugueses.

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