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Austrália por João Carvalho

Mais cinco brasileiros vencem primeiros duelos no CT 2018

Os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza e os novatos no CT, Tomas Hermes, Willian Cardoso e Michael Rodrigues, passaram para a terceira fase do Quiksilver Pro Gold Coast.

A disputa pela lycra amarela do Jeep Leader do World Surf League Champonship Tour ficou aberta logo no primeiro confronto da terça-feira na Austrália, com a derrota do bicampeão mundial John John Florence para o australiano Mikey Wright. Gabriel Medina ganhou o duelo seguinte e mais quatro brasileiros passaram pela repescagem, o também campeão mundial Adriano de Souza e os novatos na elite dos melhores surfistas do mundo, Tomas Hermes, Willian Cardoso e Michael Rodrigues. Além deles, Filipe Toledo e Italo Ferreira também vão disputar a terceira fase na Gold Coast por terem estreado com vitórias em Snapper Rocks.

Os dois fizeram as melhores apresentações do domingo, foram os recordistas do primeiro dia, agora terão que se enfrentar e só um seguirá na busca do título no Quiksilver Pro. Com a divisão dos surfistas nas baterias pelos posicionamentos no ranking da World Surf League, o paulista Filipe Toledo e o potiguar Italo Ferreira foram escalados na quarta bateria. Dois catarinenses competem antes deles, Willian Cardoso na abertura da terceira fase com o defensor do título na Gold Coast, Owen Wright, depois Tomas Hermes na terceira com o norte-americano Kolohe Andino.

Com a eliminação de John John Florence em último lugar em Snapper Rocks, Gabriel Medina é o cabeça de chave número 1 na terceira fase e vai enfrentar o surfista que barrou o havaiano, Mikey Wright, na sexta bateria. O também campeão mundial Adriano de Souza está na décima com a única novidade australiana na elite deste ano, Wade Carmichael. E na 12.a e última bateria, está um dos cinco reforços da “seleção brasileira” no CT 2018, o cearense Michael Rodrigues, com o sul-africano Jordy Smith.

A terça-feira amanheceu com ondas de 3-4 pés em Snapper Rocks, porém com grandes intervalos entre as séries e poucas entrando com boa formação para surfar na maioria das baterias. Foi assim desde a primeira do dia, com John John Florence não conseguindo reagir por falta de ondas boas para ele. O irmão mais jovem de Owen Wright e da bicampeã mundial Tyler Wright, está competindo como convidado do Quiksilver Pro e vive um bom momento, liderando o ranking do WSL Qualifying Series esse ano. Mikey Wright derrotou o bicampeão mundial com duas notas na casa dos 7 pontos nas únicas ondas que surfou na bateria.

“Os wildcards (convidados) podem ser muito perigosos, como acabamos de ver com o Mikey (Wright) tirando o John John (Florence), então eu sabia que o Leo (Fioravanti) seria um adversário difícil também”, disse Gabriel Medina. “Foi muito difícil encontrar uma onda boa lá fora. Até parece que tem boas ondas olhando da praia, mas está bem complicado de achar as melhores, então estou feliz por ter passado a bateria. Eu estou me sentindo bem, as pranchas estão ótimas, então estou realmente entusiasmado para fazer uma boa temporada em 2018”.

Medina ficou mais ativo no duelo seguinte, foi em sete ondas, atacou as direitas manobrando forte de backside e não deu qualquer chance ao italiano Leonardo Fioravanti. A melhor delas foi a última, que recebeu nota 7,0 para confirmar a vitória por 13,00 a 7,90 pontos. Na terceira bateria, outra derrota inesperada de um top-5 do mundo, Matt Wilkinson, que foi finalista do Quiksilver Pro Gold Coast nos dois últimos anos e campeão em 2016. A “zebra” que derrubou o australiano foi o sul-africano Michael February, que entrou na última hora para substituir Kelly Slater, após o onze vezes campeão mundial cancelar sua participação na segunda-feira.

DUELO BRASILEIRO – O Brasil voltou a briga por vaga na terceira fase na quarta bateria e em dose dupla no primeiro dos dois duelos verde-amarelos da repescagem. Foi mais um confronto fraco em termos de ondas e o campeão mundial Adriano de Souza sabia que a condição do mar não estava boa, então usou a tática de ir em várias ondas e foi em treze durante a bateria. Foi o dobro do que o pernambucano Ian Gouveia pegou e foi assim que Mineirinho conseguiu a vitória por 11,40 a 10,07 pontos. Ele agora vai enfrentar o australiano Wade Carmichael, que venceu o duelo de estreantes com Jessé Mendes que fechou a terça-feira na Gold Coast.

Logo após o primeiro confronto brasileiro do dia, o australiano Joel Parkinson que conhece Snapper Rocks muito bem, fez os recordes da repescagem, somando notas 8,70 e 8,33 no placar de 17,03 pontos. O cearense Michael Rodrigues competiu na bateria seguinte e aproveitou a boa hora do mar para mostrar todo o seu repertório de manobras modernas e progressivas. Ele surfou um belo tubo, ficou entocado e saiu limpo para fazer mais duas manobras fortes na onda que valeu nota 8,0. Pegou outras ondas boas também para fazer o surfe de borda jogando água pra cima com grandes manobras e até aéreo acertou para liquidar o havaiano Sebastian Zietz por uma boa vantagem de 14,67 a 10,80 pontos.

“Eu nem sei explicar, é um sentimento inacreditável”, disse Michael Rodrigues. “Eu consegui achar boas ondas na bateria, consegui mostrar o meu surfe e não estou nem acreditando em tudo isso. Eu remava, as ondas vinham pra mim, vários brasileiros na praia torcendo, foi incrível e estou muito, muito feliz, por ter surfado bem essa bateria”.

PRIMEIRAS VITÓRIAS – O cearense Michael Rodrigues foi o primeiro estreante do Brasil a vencer uma bateria no CT 2018. O segundo foi o catarinense Willian Cardoso, que ganhou o outro duelo verde-amarelo da repescagem, contra o paulista Caio Ibelli. Willian respondeu a cada ataque com uma nota maior para vencer por 12,90 a 10,83 pontos. Mais dois catarinenses competiram nas baterias seguintes. Yago Dora não achou boas ondas e foi batido pelo americano Conner Coffin por 12,20 a 10,60. Mas, Tomas Hermes despachou o francês Joan Duru, mostrando o seu surfe veloz atacando toda parte crítica das ondas para ganhar por 14,93 a 12,17 pontos.

“Eu assisti muitos filmes do Mick Fanning, Joel Parkinson, surfando altas ondas aqui, mas quando chegou na minha primeira bateria, não era nada daquilo que tinha visto”, disse Tomas Hermes, sobre as condições difíceis do mar no domingo, com muita correnteza. “Hoje (terça-feira), está diferente, deu pra sentir melhor essa onda e eu gosto de surfar nessas condições, com direitas. Estou com confiança para fazer várias manobras, então fico feliz pela vitória”.

Esta foi a última vitória brasileira, porque o paulista Jessé Mendes perdeu a disputa pela última vaga para a terceira fase para o também estreante na elite, Wade Carmichael, australiano que vai enfrentar Adriano de Souza na terceira fase. Com as derrotas na segunda fase, Jessé, Yago Dora, Caio Ibelli e Ian Gouveia, ficaram em 25.o lugar no Quiksilver Pro Gold Coast e marcaram apenas 420 pontos no primeiro ranking do World Surf League Championship Tour 2018.

O prazo do Quiksilver & Roxy Pro Gold Coast vai até o dia 22 em Snapper Rocks, com a etapa de abertura do World Surf League Championship Tour 2018 sendo transmitida ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo Facebook Live da WSL.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE - A World Surf League (WSL) tem como objetivo celebrar o melhor surfe do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, realizando mais de 180 eventos globais que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Kai Lenny, Taylor Jensesn, Honolua Blomfield, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com.

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João Carvalho – WSL South America Media Manager

(48) 999-882-986 – jcarvalho@worldsurfleague.com

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SEMIFINAIS DO ROXY PRO GOLD COAST:

1.a: Lakey Peterson (EUA) x Malia Manuel (HAV)

2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Keely Andrew (AUS)

TERCEIRA FASE – QUIKSILVER PRO GOLD COAST – 13.o lugar com 1.665 pontos e US$ 11.500:

1.a: Owen Wright (AUS) x Willian Cardoso (BRA)

2.a: Mick Fanning (AUS) x Conner Coffin (EUA)

3.a: Kolohe Andino (EUA) x Tomas Hermes (BRA)

4.a: Filipe Toledo (BRA) x Italo Ferreira (BRA)

5.a: Jeremy Flores (FRA) x Adrian Buchan (AUS)

6.a: Gabriel Medina (BRA) x Mikey Wright (AUS)

7.a: Julian Wilson (AUS) x Michael February (AFR)

8.a: Frederico Morais (PRT) x Kanoa Igarashi (EUA)

9.a: Joel Parkinson (AUS) x Griffin Colapinto (EUA)

10: Adriano de Souza (BRA) x Wade Carmichael (AUS)

11: Connor O´Leary (AUS) x Michel Bourez (TAH)

12: Jordy Smith (AFR) x Michael Rodrigues (BRA)

SEGUNDA FASE – Derrota=25.o lugar com 420 pontos e US$ 10.000:

1.a: Mikey Wright (AUS) 15.10 x 10.76 John John Florence (HAV)

2.a: Gabriel Medina (BRA) 13.00 x 7.90 Leonardo Fioravanti (ITA)

3.a: Michael February (AFR) 11.03 x 8.97 Matt Wilkinson (AUS)

4.a: Adriano de Souza (BRA) 11.40 x 10.07 Ian Gouveia (BRA)

5.a: Joel Parkinson (AUS) 17.03 x 9.67 Patrick Gudauskas (EUA)

6.a: Michael Rodrigues (BRA) 14.67 x 10.80 Sebastian Zietz (HAV)

7.a: Frederico Morais (PRT) 12.16 x 9.90 Ezekiel Lau (HAV)

8.a: Kanoa Igarashi (EUA) 10.60 x 8.86 Keanu Asing (HAV)

9.a: Willian Cardoso (BRA) 12.90 x 10.83 Caio Ibelli (BRA)

10: Conner Coffin (EUA) 12.20 x 10.60 Yago Dora (BRA)

11: Tomas Hermes (BRA) 14.93 x 12.17 Joan Duru (FRA)

12: Wade Carmichael (AUS) 11.74 x 11.13 Jessé Mendes (BRA)

Fonte:http://wslsouthamerica.com/mais-cinco-brasileiros-vencem-primeiras-baterias-no-ct-2018/

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