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Mar de Fora - Fernando de Noronha - Brasil por Redação Surfguru

Incidente com tubarão em Noronha

No último dia 30 de dezembro, um turista de 49 anos foi mordido por um tubarão na praia do Leão, em Fernando de Noronha (PE).

De acordo com nota divulgada pelo hospital São Lucas, a vítima teve um ferimento superficial na perna esquerda, sem lesão muscular, vascular e óssea. Depois de ter recebido tratamento adequado, teve alta hospitalar com orientação e devida prescrição médica.

Segundo a FolhaPe, o músico brincava no raso com o filho de sete anos quando ocorreu o ataque. No momento, a água do mar estava turva, o que pode ter impedido a visão do tubarão limão, espécie que costuma frequentar a região rasa da praia para comer pequenos peixes, como sardinhas, e invertebrados. Em conversa com o engenheiro de pesca Léo Veras, curador do Museu do Tubarão, o músico contou que houve colisão com o tubarão, que, em seguida, mordeu a panturrilha dele. Para afastar o animal, o músico deu um soco.

Pelo tamanho da mordida - que lembra um arranhão porque os dentes do animal são pequenos -, estima-se que o tubarão tenha cerca de 1,2 metro. A espécie, porém, pode chegar até a três metros.

Segundo o engenheiro de pesca, o tubarão limão não costuma atacar humanos. "O animal não tem a intenção de abater o humano, se tivesse, como foi em outros casos, ele fica agarrado arrancando os pedaços. Ele mordeu e cuspiu; abandonou a presa", afirmou Léo Veras.

O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit) ainda não decidiu se vai computar nas estatísticas ou não. "Foi um caso muito superficial, não teve muita relevância. Pedi pros pesquisadores do Cemit pra levantar informações. As evidências são de que foi um tubarão. Erro de identificação é quando ele morde achando que é uma presa, mas não é. O tubarão limão tem essa característica de só morder quando é uma presa, ele não ataca ser humano pelo simples instintos do ataque. A gente vai avaliar se vai entrar na estatística ou não", disse ao site da FolhaPE.

Em 21 de dezembro, um turista paranaense foi atacado por um tubarão na Praia do Sueste, também em Fernando de Noronha. A vítima teve parte do braço amputada e passou o período natalino internada num hospital particular no Recife.

O presidente do Cemit explicou que as características da Praia do Leão, onde o incidente desta sexta-feira ocorreu, são diferentes de Sueste. “O local onde houve o incidente do ano passado é uma baía, fechada. Já a Praia do Leão é mar aberto, com água bem oceânica. Agora, pelo que sei, é, realmente, uma praia que tem uma quantidade razoável de tubarões”, esclareceu.

O percussionista Paulo Campos (foto abaixo) voltou nesta quarta-feira (4) ao Leão, praia onde foi mordido por um tubarão no último dia 30 de dezembro, em Fernando de Noronha. Esta foi a primeira vez que o músico esteve no local após o incidente. “E uma emoção única, estou todo arrepiado,  não lembro de ter vivido um momento assim, eu sinto como uma energia positiva”, falou Campos.

Paulo Campos na praia do Leão 2

Paulo ficou emocionado com o retorno (Fotos: Ana Clara Marinho/TV Globo)

O músico levou 12 pontos na perna está fazendo a troca do curativo diariamente no Hospital São Lucas. “Eu cheguei a perguntar ao médico se poderia mergulhar, mas ele não autorizou. Se o médico tivesse deixado  eu tomaria um banho de mar agora. Estou feliz e agraciado por estar bem  neste lugar lindo, eu não tenho medo nenhum”, contou Paulo Campos.

Paulo Campos na praia do Leão 3

Paulo Campos contou como foi o incidente (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

O percussionista estava com a família na Praia do Leão, quando teve um choque com um tubarão da espécie limão e foi mordido na perna. “Foi um erro de identificação, a água estava um pouco turva, eu estava na arrebentação, aqui é a natureza, o espaço é dele”, avaliou.

Após o incidente Paulo Campos tocou na festa de Réveillon da Pousada Zé Maria e na Galinhada promovida por Zé Maria Sultanum no Museu dos Tubarões nessa segunda-feira (2).

Paulo Campos e Murício Silca na praia do Leão 3

Paulo e o fiscal do ICMBio, Maurício Silvia, que está orientando os visitantes no local

Fontes: G1 e Folhape

 

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